Folhas de História

Maio 7, 2008

AGNI-III: A Índia pode já atingir alvos muito dentro da China

Arquivado como: Índia — gloriainacselsis @ 9:37 pm
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A Índia testou com sucesso pela segunda vez na última quarta-feira o seu míssil Agni-III com capacidade de atingir alvos até 3,000 qms de terra a terra e com carga nuclear. Isto vai-lhe permitir atingir alvos muito no interior da China, incluindo Beijing e Shanghai.

Alimentado com fuel sólido, o míssil foi lançado da ilha Wheelers na costa de Orissa na Índia oriental às 09:56 hrs e atingiu a sua velocidade máxima e o alvo pré-determinado com precisão dentro de  800 segundos.  Atingiu uma altitude de 350 qms e uma velocidade de 4000 mt por segundo, disse Avinash Chander, o director do projecto Agni, em Balasore. O míssil foi declarado tecnicamente pronto pela DRDO, a instituição responsável pelos projectos de investigação e inovação na área de defesa nacional, para ser disponibilizado às forças armadas do país. Mas DRDO poderá ainda optar por mais um teste antes de permitir a produção industrial do novo míssil.

Era quase uma prenda de bodas de ouro que DRDO oferecia à nação para comemorar os seus 50 anos de existência. Está assim aberto o caminho para a nova fase de Agni-IV que será uma versão intercontinental com um alcance de  5000 qms. Está em desenvolvimento uma míni-versão submarina de Agni-III que poderá ser testada muito em breve. Agni-III tem capacidade de lançar projécteis termo-nucleares ligeiros de 200 KT.

Pela primeira vez os instrumentos de navegação electrónica do míssil eram todos de fabrico indiano.  O projecto conjunto indo-russo GLONASS que estará na órbita em 2010 permitirá aos mísseis indianos adquirir uma maior precisão.

Dois barcos de guerra indianos estavam posicionados junto ao alvo pré-determinado ao sul do Equador e confirmaram o impacto do míssil.

 

Descobertos *portugueses* num tesouro subáquatico

Arquivado como: Património — gloriainacselsis @ 11:45 am
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Segundo as poucas notí­cias disponí­veis, entre as quais uma fotografia de algumas moedas que fazem parte do espólio descoberto na passada semana ao largo da Namí­bia, está a prova da nacionalidade dos proprietários do navio.

A moeda que mostram, embora seja o reverso, foi identificada e é indiscutivelmente uma moeda de Dom João III, cunhada a partir de Outubro de 1525.

Essa moeda de ouro chamava-se ‘português’ e era uma das mais prestigiantes moedas da época. A moeda mostrada são os 10 cruzados de ouro.

A descoberta foi divulgada em comunicado de imprensa na passada quarta-feira, mas ocorreu no passado dia 01 de Abril, no decorrer de uma expedição de geólogos, envolvidos na prospecção de diamantes, e que pertencem à empresa sul-africana De Beers.

Lynette Gould, do gabinete de imprensa da De Beers em Londres, disse à Agência Lusa que a empresa e o governo namibiano realizarão na próxima semana uma conferência de imprensa para fornecer mais pormenores sobre a descoberta.

Arqueólogos, em conjunto com o Conselho da Herança Nacional [da Namí­bia], estão a efectuar um inventário do achado, e irão posteriormente contactar os governos de Portugal e Espanha”, acrescentou.

A Lusa contactou o Ministério da Cultura, tendo o porta-voz do gabinete do ministro José António Pinto Ribeiro, garantido que não foram ainda feitos nenhuns contactos.

Ainda não fomos contactados oficialmente, nem através do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). O que vamos fazer, em articulação com o MNE, mas tomando nós a iniciativa, e fazer todas as diligências junto da De Beers e do Governo namibiano para saber o que se passa e o que está em causa”, disse à Lusa.

Os achados subaquáticos estão protegidos pela Convenção da UNESCO sobre a Protecção do Património Cultural Subaquático, de 02 de Novembro de 2001, que Portugal, ao contrário da Namí­bia, ratificou.

VIII Oficina da História - *História: Que Futuro?*

O Curso de História na Universidade Lusófona (Lisboa - Campo Grande, 376) organiza todos os anos uma Oficina da História para conscientizar e treinar os jovens estudantes nos segredos da História! Porque será que os políticos dão e controlam subsídios para a investigação histórica? Promovem alguns projectos comemorativos e marginalizam outros? Porque será que todos se interessam pela história quando estão à borda da reforma? Porque será que tanta gente se irrita quando alguém lhes conta o seu passado de maneira diferente daquela que gostariam de ouvir, e sentem-se felizes quando se concorda com a sua versão do passado? Porque promovia o Estado Novo uma história “nacionalista-patrioteira” e passada pelo crivo da censura como conhecemos? Porque, porque, porque?

A próxima VIII edição da Oficina da História em 2 de Junho (18-22 h. no auditório Pessoa Vaz, da ULHT, Campo Grande) vai debruçar-se sobre História e Empregabilidade, um tema preocupante para os que se interessam em enveredar pelos caminhos da História! Partilharão as suas experiências alguns licenciados em História na Universidade Lusófona. Felizmente, nem todos se deixam levar pelo desânimo e perspectivas de empregabilidade em tempos que vivemos! Dizia um especialista na reforma de Bolonha há duas semanas numa sessão de avaliação na Universidade Lusófona, que ele antes empregaria um licenciado em História num jornal, de preferência a um licenciado em Ciência de Comunicações. Acha que neste país “comunica-se bem” muita informação errada e mal digerida.

Eis o que diz um outro educador e historiador:

“É verdade que a História não tem uma utilidade prática evidente: não ensina a manejar uma máquina registadora num qualquer hipermercado e não reduz o esforço do trabalho numa obra pública de construção civil. Também não ajuda a acelerar o processo de criação de uma empresa-fantasma destinada a colher subsídios e morrer, nem mesmo é condição vantajosa para se progredir na estrutura local ou nacional de uma agremiação partidária do centrão governativo.

Mas a História, enquanto disciplina que pretende transmitir uma Memória do que nos é ancestral, levar-nos a conhecer o que outros experimentaram, o que sofreram e como o ultrapassaram, assim como tudo aquilo que funcionou bem e como foi feito, é essencial para formar cidadãos informados e capazes de emitir opiniões que não sejam condicionadas apenas pelos apelos mais imediatos.

De certa forma, a História e a Memória ajudam a criar um modelo de cidadão indesejável nos tempos que correm, porque será necessariamente, pelo menos em parte, um Homem Velho por ter dentro de si o conhecimento, mesmo que parcelar e parcial, do passado. E os novos tempos querem um Homem Novo, o mais vazio possível para que seja possível impregná-lo com tudo aquilo que a propaganda de hoje quer fazer passar como sendo os valores essenciais da modernidade tecnológica, mas que mais não é do que a redução dos indivíduos a autómatos.”

Paulo Guinote - http://www.aph.pt/opiniao/index.html

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