O que é a lusofonia? [texto bilingue: português e tétum]

Seria útil promover mais textos bilingue em Portugal e  nos países que constituem CPLP e outros onde residem comunidades dos portugueses em diáspora ou comunidades que tiveram ligações com o passado português, como é o caso de Goa, que foi a capital do império português no Oriente!  arcovreis.jpg   Seria um culminar emblemático o dia em que Goa ficasse oficialmente “associada” à lusofonia no seu avatar pós-colonial, marcada por respeito pela reciprocidade cultural de todos os povos.  Intercâmbio de escritores (prosadores, poetas, dramaturgos, etc ) e traduções de obras portuguesas nas línguas indianas (18 oficiais, incluindo Concani, a língua oficial do estado de Goa) e vice-versa é o caminho para seguir. Conheço uma única obra oficial que foi divulgada pelo Estado português em Concani. Era a biografia de Salazar por António Ferro! Porque não continuar esta inciativa em espirito de 25 de Abril?

http://webzoom.freewebs.com/jpesperanca/lusofonia_Parte_3.pdf

3 pensamentos sobre “O que é a lusofonia? [texto bilingue: português e tétum]

  1. Muito mais perto do que Goa, fica a Galiza, o berce, junto com o norte português, da lingua que compartimos.
    Ainda que, por razões políticas, fiquemos separados hà muito tempo, a unidade linguística deveria ser um facto, ainda que, cada umha das pólas da mesma àrvore, com suas próprias peculiaridades.
    Eu tenho 50 anos e não vi o galego escrito até os vinte, quando rematou a ditadura espanhola. Agora vejo com a minha lingua mãe, o galego que escutava de meninha, se vai perdendo em prol do espanhol de Castela, do que é subsidiário na grafía, no vocabulário, já, de vagarinho, na sintaxe…Até ficar convertido num dialecto do espanhol. Não quero que esso passe com minha lingua, a lingua mais antiga e mais culta da península, nos seus começos.
    Mas, esso, teria que passar por um achegamento à escrita portuguesa, naturalmente nossa desde o início, e não estaria demais um achegamento entre as duas beiras do pai Minho.
    Para quando a TV portugesa na Galiza? Por pôr um caso. Os meios de comunicação são os fundamentais veículos de chegar à gente, hoje em dia.
    Hà gente na Galiza que luita por este achegamento para não perder as raizes. Associações, coleitivos, e gente com mim, que vai por livre e intuitivamente, trata de recuperar o espaço linguístico que, cada dia, lhe é arrebatado. Muitas palàvras da minha infáncia jà só as atopo no dicionário português.
    Saudações

  2. Lusofonia?

    A meu ver a cultura lusa é um banquete de culturas! Por onde se navegou trouxe-se algo para o velho continente para que este não ficasse tão insonso! A riqueza jaz aí, na cultura, e o orgulho está em tirar o melhor por que se passa. Neste pequeno Portugal quis o destino que por inúmeras vezes houvesse uma debandada de gente à procura de melhor destino noutras paragens ora por razões religiosas, ora políticas ora económicas. Estranho como muita gente portuguesa não tem fronteiras! Tenho passaporte sul africano, assim o destino o quiz, que a cidade de Pretória fosse a minha terra natal, na imensidão de África onde o velho se cruza com o novo, onde há choque de classes, de religiões de políticas…
    Da província de Gauteng, humm existe sempre um toque lusitano, à entrada da cidade de Pretória salta aos olhos um pequeno centro cultural português: “O Pipas”. “Centro Cultural” no sentido figurado, ora este restaurante tipicamente português, sobressai numa cidade onde se cruzam muitas culturas Europeias, Africanas e Asiáticas (Afrikaners, Zulus, Xona, Sotho, Moçambicanos, Portugueses, Indianos, Paquistaneses). O que levará as pessoas a juntarem-se neste “tasco” ao fim de semana? Uns matam a sede numa cerveja, outros vêem bola, outros juntam os amigos e falam em português, outros em Afrikaans, outros Inglês, outros Zulu, outros Xona, Outros Sotho!!!

    Pena é que faz 5 anos que a lusofonia ficou manchada por um “seminário” na bela ilha Terceira, no arquipélago dos Açores (um dos berços do liberalismo português) em que 4 amigos (supostamente) representantes de milhões de pessoas, tomam a si a responsabilidade de vender a liberdade de outros, lá longe, na antiga babilónia outrora rica pela cultura, e agora rica por ter petróleo. Tanta gente sem emprego neste país que podia prestar grandes serviços à lusofonia por esse mundo, mas em vez disso mais vale enterrar a cultura e tentar fazer crescer as nossas próprias ambições!

    Salvé, Exmº Srº Dr. José Manuel Durão Barroso, tem agora uma tarefa em nome da liberdade no tecto do mundo (Tibete – se não souber onde é sugiro que use o google earth) e se os Portugueses sempre foram grande diplomatas está na ora de sair do buraco e fazer um “seminário” ou juntar-se na casa do Benfica de Luanda com os seus velhos amigos e libertar os tibetanos. Pode-se arranjar uma desculpa boa, os chineses têem armas nucleares…

  3. Concluindo, e analisando bem, só os portugueses sabem o que bom e mau a cultura portuguesa fez no mundo, e se outrora eram temidos e respeitados como homens e como cultura, agora, infelizmente mesmo no espaço lusófono a imagem é negativa e apenas um punhado de gente iluminada no mundo sabe o que é a cultura portuguesa e sabe o património que tem por todo o mundo. Os ditos sábios e iluminados nossos contemporâneos metem-nos no saco Espanhol, e dos grandes nomes que enfrentaram esse mundo de outrora ninguém conhece, somos reduzidos à insignificancia de província de Espanha e de lambe- botas…

    Deveriam, apostar mais na lusofonia mesmo, na cultura e história que temos em comum pelos 5 continentes, para compreender melhor o presente e melhorar o futuro.

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