Ensino superior à bolonhesa e empregabilidade

É possível isto acontecer quando 74% dos patrões portugueses possuiam apenas o ensino básico completo ou menos em 2007? Que tipo de inspiração podem estes patrões transmitir e o que são eles capazes de contribuir para o melhoramento intelectual do país?  Só sabem gritar alto e falar de “nação em perigo” quando os espanhóis e outros conseguem ameaçar-lhes o seu pecúlio. Estes pseudo-“defensores da pátria” podem muito bem desaparecer e não fariam falta a ninguém. É neste contexto que causa pesar ver o nosso jornalismo (desses patrões?) juntar-se aos políticos (também dos mesmos patrões) em desavaliar e humilhar os professores e desmotivar o ensino superior como caminho certo para  desemprego!?  Fala-se da necessidade de polivalência como mais-valia para empregabilidade, mas ao mesmo tempo são desmotivados os que procuram cursos e formação em áreas que facilitariam tal polivalência. Enchem-se cursos que “prometem” emprego, mas a corrida dura pouco perante notícias de saturação no mercado! Promove-se “empreendedorismo” como uma solução para as angústias. Já conheço alunos nas universidades que praticam o empreendedorismo vendendo sebentas que prometem sucesso fácil aos caloiros! Deve ser  este tipo de empreendedorismo que explica a alta percentagem desqualificada dos patrões existentes. Talvez a única solução para este impasse nacional e também já praticada no passado é lançarmo-nos em novos “Descobrimentos” de novos povos “por civilizar” (não mais atrasados do que nós, mas certamente menos agressivos) que ainda existam por aí fora! Entretanto poderá estar em crescimento a procura pela formação em Serviço Social. Cada um dos cidadãos poderá precisar de um assistente social muito em breve. Os assistentes sociais incluídos! Mas nem temos a garantia se seremos os pobres da UE no século XXI, socialmente bem assistidos.  O estudo das Religiões também está a despertar interesse, não para voltarmos a praticar a fé, mas porque graças ao Sr. Bush a sombra de Osama  tornou-se uma realidade mais presente e ameaçadora no Ocidente  do que a esperança confortante de Cristo ressuscitado que nos séculos passados andamos a pregar aos “gentios, infiéis e pagãos” em troca de pimenta, petróleo  e outros bens que lhes tiramos.  Longe estão os tempos em que António Vieira pregava na Sé da Bahia (1639) que os lusitanos deviam colocar a Senhora nas bandeiras e o rosário ao tiracolo para assegurar a vitória contra os hereges holandeses!

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