A igreja e a maçonaria em Portugal

No jornal Semanário de 4 de Abril (p. 46) Rui Teixeira Santos analisa o fenómeno de «Radicalização na Igreja e na Maçonaria». Lamenta a falta da modernização dos comportamentos da Igreja, incluindo a sua falha em utilizar melhor a TVi e a Universidade Católica como seus braços legítimos de defesa dos seus valores. Aponta para uma “certa esquerda” que se instalou na Universidade Católica! Estará a referir a uma infiltração maçónica?  O Expressso de hoje também toca na mesma tecla do conflito entre a Igreja e o Estado, com uma caixa na p. 22, intitulada *Igreja lança ‘livro negro’ da República*, elevando a intensidade decibélica do conflito! Refere à comissão incumbida pela Comissão Espiscopal Portuguesa a um centro de investigação histórica da  Universidade Católica para estudar toda a verdade acerca do comportamento do Estado republicano para com a Igreja desde 1910, manifestando a sua desconfiança acerca das conclusões que venham ser defendidas por uma Comissão nomeada pelo Governo para as Comemorações da 1ª República.

É neste tipo de situação que precisamos da intervenção dos investigadores em  Ciência das Religiões, com capacidade de distanciação das perspectivas afilhadas à Igreja ou aos ideólogos políticos associados ao Estado. Temos realmente esta capacidade suficientemente amadurecida no nosso país? É urgente que se manifeste, particularmente face à dependência dos centros de investigação nos apoios (mesmo que sejam ridículos) do Estado.

 

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