Pós – 25 de Abril -> A Luta Continua

Fonte >==> http://tinyurl.com/4gl4nc

Para quem andou destraído e não chegou a acompanhar os guerrilheiros lusófonos em Portugal 3 décadas depois de abandonar Moçambique confirma-se que «a luta continua»! Precisa-se é treinar novos combatentes no ensino secundário. Chegavam (quando chegavam, não é agora o caso!) tão mal preparados para o ensino superior onde agora só se fala de competências à Bolonhesa. Podemos orgulhar-nos da democracia «arrasadora» que nos trouxe o 25 de Abril. Agora a idade, o mínimo comum denominador já vale para mais do que votar! Já é uma grande vitória, embora ainda longe de o sucesso corresponder ao acesso!

 …. ” Ao entrar numa livraria, descobri dois manuais do 12º ano, um, intitulado “Sociologia”, e outro, “Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social”, redigidos por professores do Ensino Secundário, mas ambos com “a participação do Prof. Dr. Boaventura Sousa Santos”. No seu conhecido estilo, eis o que o catedrático diz no prefácio ao primeiro livro: “A aprendizagem de uma disciplina como a Sociologia, disciplina pouco codificada e em grande medida devedora de uma ‘pedagogia do silêncio’ – do ‘faz como eu’ – necessita do empenhamento dos professores numa prática de pedagogia activa, através da qual se familiarizem os estudantes com uma forma de conhecimento da sociedade que, no essencial, é uma forma de educação para a cidadania”. Temendo não ter sido claro, acrescentava: “Partindo deste manual, os docentes podem fomentar a capacidade de espanto e mesmo de indignação, elementos que em meu entender devem estar no cerne de um projecto educativo adequado ao tempo presente. Trata-se de um projecto orientado para combater a trivialização do sofrimento, por via da produção de imagens desestabilizadoras a partir do passado concebido não como fatalidade, mas como produto da iniciativa humana. Um passado que, tendo opções, não optou pelas que evitariam o sofrimento que foi e continua a ser infligido a grupos sociais tão vastos, em todo o mundo, e à própria natureza”. Que tal como introdução a uma disciplina supostamente científica? Não perceberão os docentes, os pais e os cidadãos que esta prosa, altamente ideológica, corresponde à agenda política de alguém que, provindo da Direita católica, se converteu, após o 25 de Abril, num dos arautos do Movimento Anti-Globalização? Desnecessário é mencionar o segundo prefácio, uma vez que, na essência, é igual ao primeiro.”….. MFM

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