Acordo Ortográfico avança

Ministro da Cultura prevê que transição se fará em seis anos

Lisboa, 14 Mai (Lusa) – O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou hoje que o Acordo Ortográfico deverá estar adoptado em pleno dentro de seis anos.

O ministro falava na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, tendo assinalado que o que está em debate é “apenas a entrada em vigor, já que o acordo foi ratificado pelo Parlamento em Junho de 1991 e publicado no mesmo ano o respectivo decreto ratificativo”.

O ministro minimizou os impactos que o novo acordo terá e prevê “um período no máximo de seis anos para assegurar uma transição integral”.

Sem precisar os termos, o Pinto Ribeiro adiantou que será elaborado um estudo sobre o valor da Língua, tendo nesse sentido sido contactado o linguista Enrique Iglésias.

O ministro informou os deputados de que o seu ministério estuda parcerias com outros ministérios, nomeadamente o dos Negócios Estrangeiros, “relativamente à internacionalização da Língua Portuguesa”.

O Governo tem previsto – anunciou – a criação de um fundo para a Língua Portuguesa de apoio aos países em vias de desenvolvimento.

Outra parceria anunciada foi com o ministério da Educação, para a criação de “uma rede de escolas de Língua Portuguesa, até no âmbito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) cuja presidência Portugal assumirá em breve”

Referiu, a este propósito, sem entrar em pormenores, que “se irá reequacionar o papel do Instituto Camões”.

Pinto Ribeiro não considerou relevante uma proposta da deputada Teresa Caeiro, do CDS/PP, para se criar uma comissão de acompanhamento de implementação do acordo.

“Tenho estima e confiança nos professores, não é necessário uma entidade reguladora”, justificou o governante.

Lusa/Fim

Um pensamento sobre “Acordo Ortográfico avança

  1. Ainda bem que o senso comum prevalece contra um patriotismo com tendências suicídas. Não haja dúvidas que o Acordo vai precisar de ser afinado e melhorado, particularmente no que diz respeito às opções facultativas. Quando a língua portuguesa for aceite nas Nações Unidas (não se esqueça que UE não são Nações Unidas nem federadas!) a maioria das traduções não passará pelas opções facultativas de agrado aos portugueses, ignorando o interesse dos 120 milhões dos brasileiros. Só os livreiros e editores portugueses, e alguns intelectuais seus clientes, vivem com miopias! Só quando Portugal estiver pronto para viver a democracia lusófona em pleno se saberá respeitar as opções da grande maioria!

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