VASCO DA GAMA e a Índia

Aventureiros da nossa História

Apesar dos diferentes propósitos, exploradores e explorados coabitaram de forma pacífica e tolerante, julgo eu, a avaliar pela dimensão do acto, e pela atitude despropositada de “desventrar” o território alheio. Salve-se a aquisição de novos conhecimentos em termos culturais.

A PRIMEIRA VIAGEM DE VASCO DA GAMA

Assim consta: em 1497, novos valores surgiram.

Às ordens de el-rei D. Manuel e em Nome de Deus partiram.

Eram quatro os navios, dois deles, comandados por Vasco e Paulo da Gama.

Por terras do Oriente, abundavam especiarias, e outras coisas com fama.

Segundo Álvaro Velho, falaram com homens que “nunca viram”.

Aportaram numa ilha a que chamaram Santa Helena,

onde existiam homens “baços” e de estatura pequena.

Comiam lobos-marinhos, raízes e ervas deliciosas,

que partilhavam com os chegados por palavras duvidosas.

Quis Deus que fossem bons, estes homens de pele morena.

Junto ao Cabo da Boa Esperança, na praia e pelos outeiros,

estavam noventa homens “baços” à espera dos marinheiros.

Chegaram até ao capitão, que lhes deu barretes e cascavéis,

recebendo, em troca, marfim manifestado em pulseiras e anéis.

Partilharam os seus haveres, como humildes forasteiros.

De Moçambique a Mombaça, há homens ruivos e delgados,

falam como os mouros e vestem panos de linho lavrados.

Disseram, esses homens, que o caminho era incerto e esquisito,

existindo, por ali, muitas cidades de mouros e cristãos em conflito.

Perto do sertão, estaria o Preste João com mercadores afamados.

Ao chegar a Calecut, o rei pediu ao marinheiro se lhe dava permissão

de partilharem, com honra, seus espaços. Ao que respondeu o capitão,

não ter licença do seu senhor para sair em terra, sendo fiel ao trato.

Depois de alguma hesitação, concordaram e firmaram um contrato.

Trocaram mouros cativos e presentes, brindando pela nobre decisão.

Já na Índia, “Buena ventura! Buena ventura!…” gritava um mouro experiente.

“Muitos rubis, muitas esmeraldas!…” havia riqueza para toda a gente.

Depois de muita festa e comida, foram levados a uma igreja que ali existia,

grande como um mosteiro, tinha um mastro e era toda lavrada de cantaria.

Agraciados, mas em terra alheia, os marinheiros temiam pelo presente.

Nazaré Cunha 18-05-2008

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