Mahatma Gandhi e Conversões

Mahatma Gandhi foi grande líder indiano. Ele viveu a espiritualidade da política. Verdade é Deus. Ele não se converteu do hinduísmo a uma outra religião mas ele viveu as bem-aventuranças evangélicas. Ele admirou Cristo.

Lendo algumas das suas passagens, podemos concluir o seguinte:

Gandhi se chama hindú Sanatani (Sanatani Hindu), porque ele acredita nos Vedas, Upanishadas, Puranas, que são escritura hindú. Ele acredita nos avataras e renascimento. Ele acredita em castas, mas não no seu sentido popular, torcido, crú. Ele acredita na veneração da vaca como também no culto da imagem (murti puja) (Young India: June 10, 1921)

Mahatma Gandhi não se converteu porque o hInduísmo lhe satisfazia inteiramente a alma, enchia todo o seu ser. Quando as dúvidas o assaltam, quando ele não pode ver nem sequer um raio de sol no horizonte, ele se volta ao Bhagavad Gita e busca lá um verso para sua consolação. Eis que imediatamente ele sorri no meio da mágua. A sua vida foi cheia de tragédias, mas elas não deixaram sulco algum indelével, porque ele se embebeu com o ensino do Bhagavad Gita. (Young India: June 8, 1925)

Ele não aceita conversão duma pessoa por outra, porque, diz ele, o meu esforço não deve ser para destruir a fé doutrem. Isto implica fé na verdade de todas as religiões e portanto respeito por elas. Isto implica verdadeira humildade (Young India: April 23, 1931).

Conversão é contra o progresso da paz. Porque deve um Cristão procurar converter um hIndú ao Cristianismo? Porque não deve ele ficar satisfeito se um hIndú é um homem bom? (Harijan: January 30, 1937).

Conversão duma fé para outra é um afazer pessoal para o indivíduo e o seu Deus. Eu devo honrar a sua fé como honro a minha. Tendo lido as Escrituras do mundo, acho que não posso pedir um Cristão ou Muçulmano ou Parsi ou Judeu mudar a sua f’é como nem eu mudaria (Harijan: September 9, 1935)

Eu não desejo arrancar-te do Cristanismo e fazer-te hindú, nem eu goastaria converter-me ao Cristianismo. Eu disputaria a vossa pretensão que o Cristanismo é a única verdadeira religião (Harijan: June 3, 1937)

Conversão não deve ser de-nacionalizacão. Conversão deve significar evitar definitivamente o mal e adoptar o bem. Conversão significa uma vida de maior dedicação ao país, maior rendição a Deus, maior auto-purificação (Young India: August 20, 1925)

Como ando pela latitude e longitude da India, vejo muitos cristãos Indianos envergonharem-se do seu nascimento, certamente da sua religião ancestral, e dos seus trajes ancestrais. O imitar de Europeus pelos Anglo-Indianos é mau, mas o imitar pelos convertidos indianos é uma violencia ao país e, direi mesmo, ainda à sua nova religião (Young India: August 8, 1925).

Não vejo porque se deve mudar de religião. Proselitismo sob a capa de trabalho humanitário não é são. Há muito ressentimento por cá. Religião é, no fim das contas, uma coisa profundamente pessoal, ela toca o coração. Porque devo eu mudar de religião porque o médico que me curou professa Cristianismo como sua religião, ou porque deve o médico esperar que eu mude enquanto eu estou sob a sua influência? (Young India: April 23, 1931)

O meu receio é que os meus amigos cristãos, embora não o digam, admitam que hInduísmo não é verdadeiro, que é falso e que Cristianismo é a única religião verdadeira. É esforço para eradicar o hInduísmo dos seus alicerces e substituí-la por outra fé (Harijan: March 13,1937)

Os Missionários estão a destruir a fé (Young India: November 8, 1927). Conversão deve ser purificação, mas tornou-se negócio (Young India: April 23, 1931). Os missionários não devem vender bens. Eles não tem bens espirituais, mas tem bens materiais (Harijan: April 3, 1937)

O advento dos missionários trouxe disrupção da família em forma de mudança de traje, costumes, linguagem, alimento e bebida (November 5, 1935)

Jesus para mim é um grande mestre da humanidade, mas não o único filho de Deus. Este epíteto na sua interpretação material não é aceitável. Metafòricamente todos nós somos filhos de Deus, mas para cada um de nós pode haver diferentes filhos de Deus em um senso especial. Assim, Chaitanya pode ser o único flho de Deus. Deus não pode ser Pai exclusivo nem posso eu atribuir divindade exclusiva a Jesus (Harijan: June 3, 1937)

O Cristianismo do ocidente não é expressão do Cristianismo de Cristo. Eu não posso conceber Jesus, se ele vivesse em carne no meio de nós, aprovando organizações modernas cristãs, culto público, ou ministério (Young India: September 22, 1921)

Ele não aceitava o Cristianismo que estava ligado ao imperialismo britânico (Young India: March 21, 1929)

Ele afirmava que todas as religiões são verdadeiras, e que devemos orar para que um hIndú seja melhor hIndú, um Muçulmano seja melhor Muçulmano, um Cristão seja melhor Cristão (Young India: January 19, 1928)

Muito para pensar e digerir…


Dr. Ivo da C. e Sousa

2 pensamentos sobre “Mahatma Gandhi e Conversões

  1. Mahatma Gandhi considera o hinduísmo com religião eterna. Ele considera também todas religiões como iguais. Cada um deve trabalhar dentro da sua religião. Há uma corrente hoje na Índia para ser Cristão continuando com a religão e cultura indianas. Gandhi não teve ideia do mistério da Trindade. Por isso não compreendeu como Jesus é Filho de Deus, enviado pelo Pai para nos salvar… Ele chegou a conhecer uns Cristãos de quem não gostou. Eles não rendiam testemunho ao Cristo! Também não gostava que o Baptismo destruísse ainda os nomes indianos, as culturas da Índia, os costumes que eram sãos…
    Dr.Ivo da C. e Sousa

  2. Mahatma Gandhi considera o hinduísmo como religião eterna. Ele considera também todas religiões como iguais. Cada um deve trabalhar dentro da sua religião. Há uma corrente hoje na Índia para ser Cristão continuando com a religão e cultura indianas. Gandhi não teve ideia do mistério da Trindade. Por isso não compreendeu como Jesus é Filho de Deus, enviado pelo Pai para nos salvar… Ele chegou a conhecer uns Cristãos de quem não gostou. Eles não rendiam testemunho ao Cristo! Também não gostava que o Baptismo destruísse ainda os nomes indianos, as culturas da Índia, os costumes que eram sãos…
    Dr.Ivo da C. e Sousa

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