Como a China contemporânea vê a Europa – Um relatório

The Royal Institute of International Affairs, Chatham House, London, UK.
Relatório da autoria de Karine Lisbonne-de Vergeron *

Resumo:

* Os chineses veem a Europa como carecendo de uma visão estratégica
e consideram-na vitima de desentendimentos internos, o que reduz a sua
credibilidade na sua política estrangeira. A Europa simplesmente não existe
como um centro de poder, em comparação com os EUA.

* A China deseja ver a Europa mais unida e com uma só voz, para assim
fazer parte mais eficaz de um mundo multipolar.

* A China tem uma abordagem sofisticada para com a Europa. Isto implica uma
compreensão aprofundada da UE em termos institucionais e dos seus estados
componentes. A China conhece bem a civilização europeia na sua generalidade.

* As relações económicas e politicas entre a Europa e a China estão
actualmente assentes em bases bilaterais com os Estados individuais.
Mas interessa à China relacionar-se com a UE como entidade para assuntos
económicos e de comércio. Nas próximas duas décadas, somente a UE como
entidade será capaz de negociar eficazmente com a China.

* A China vê no euro um grande sucesso. Mas quer ver igualmente
uma maior capacidade de defesa comum e segurança da Europa, incluindo
o Reino Unido.

* A China vê a UE como um bom modelo de inspiração para a cooperação
económica regional na Ásia, particularmente nas suas relações com o Japão.

* A Europa tem interesse cultural para a China ( ao contrário daquilo que
dizem os indianos e os americanos). Embora vejam a Europa e os EUA como
muito unidos, consideram que a Europa e a China são duas civilizações fortes
do mundo. Neste sentido, veem a cultura dos EUA como marginal. Diferem na
sua opinião se Russia faz parte da Europa ou não.

* [Karine Lisbonne-de Vergeron é formada na London School of
Economics, HEC-Paris e na Universidade Bocconi de Milão. É especialista
em Relações Internacionais e Política Europeia, com interesse especial em
questões de identidade cultural. – ed.]

Para mais pormenores consulte:
http://www.chathamhouse.org.uk/publications/papers/view/-/id/578/

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