O Super-homem e a Morte de Deus segundo F.Nietzsche

Friedrich Nietzsche trouxe-me à mente desde os meus tempos de estudante o “Homem Novo”, o “Superhomem”. Atrás da “morte de Deus” surge o Homem Novo que é um indivíduo fiel aos valores da vida, ao “sentido da terra”.
Ele usa tom combativo e linguagem retórica. Tivemos experiência terrível no nosso século: o holocausto, a exaltação do “sangue alemão”. Parece a sociedade considerar o ideal do homem como crueldade, brutalidade, falta de compaixão. Basta ver como o televisor nos dá o cenário do boxing, e a gente a gozar do cenário. O racismo defendeu teses racistas. Vejamos a ideia nietzscheana do Super-homem.
Segundo F.Nietzsche, o Super-homem tem as seguintes características: Nietzsche não aceita igualitarismo—com os cristãos que admitem que todos somos iguais, filhos de Deus e irmãos. Há homens superiores e homens inferiores; há Super-homem. Os débeis devem perecer, como a cidade-estado de Esparta dizimava crianças doentias.
Advoga uma moral da violência: falta de compaixão, crueldade, força, violência, combate e guerra, desprezo pelos débeis. O fim justifica os meios. O homem superior se distingue do homem inferior pela intrepidez com que provoca a desgraça. Criticou o judaismo e o cristianismo. Defendeu o seu ponto de vista e favoreceu o Nazismo.
A concepçao nietzscheana está ligada ao platonismo e à morte de Deus. O homem tem de superar os valores tradicionais, “a moral do rebanho”, a moral que se baseia na fé numa realidade transcendental que fomenta desprezo pela vida, pela corporeidade e pela diferença entre as pessoas. O homem superior deve prescindir da crença em Deus, deve realisar até o fim a “morte de Deus”.
O Nazismo defende o culto do racismo, do Estado, proclama a superioridade do grupo sobre o indivíduo, mas é essencial à filosofia nietzscheana a tese de que não existe o universal. Nietzsche não acredita em realidades universais. Para ele não existe a Humanidade, a Raça, a Nação. Estão mais concentrados nos uniformes e disciplina militar. A sua ideologia favorece mais o grupo do que o indivíduo.A raça, o destino do povo, do Estado, da Nação são máscaras para ocultar o Absoluto.
O Super-homem deve criar valores, que lhe permitam expressar adequadamanete sua própria personalidade. Vive na finitude, aceita as limitações da existência humana, as realidades terríveis da existência, como o sofrimento, a enfermidade, a morte. Procura dificuldades e aventuras, que o enriquecem, pelas quais ele pode crescer. Quer surpresas. Quer viver a vida em cheio, a alegria, a beleza, o entusiasmo, a fé, a saùde, o amor. É afirmação enérgica da vida, fidelidade ao sentido do homem e da terra. (“Assim falou Zaratustra”).

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