Visita ao Museu de Marinha

No dia 31 de Maio de 2008, os alunos do 2º Ano do curso de História da Universidade Lusófona, acompanhados pela Professora Dra. Olga Iglésias, realizaram uma visita de estudo ao Museu de Marinha. Situado nas alas Norte e Poente do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, junto do qual se construiu, mais tarde, um amplo pavilhão para exposição das galeotas e um complexo destinado à direcção e serviços.

Durante a visita observámos o acervo exposto, constituído por modelos de Galés, embarcações fluviais e costeiras e navios desde os Descobrimentos até ao século XIX, possuindo também uma vasta colecção de armas e fardamentos, instrumentos de navegação e cartas marítimas.

O Museu remonta a 1863, quando D. Luís decretou a constituição de uma colecção de testemunhos relacionados com a actividade marítima portuguesa.

Depois de passar por vários espaços, nomeadamente o palácio dos Condes de Farrobo nas Laranjeiras, em Lisboa, onde esteve de 1949 até 1962, ano em que se instalou nas alas Norte e Poente do Mosteiro dos Jerónimos.

Logo à entrada, encontra-se uma imponente estátua do Infante D. Henrique, cercada por estátuas menores de navegadores que exploraram os mares e levaram Portugal à concretização do grande feito que foram os “Descobrimentos”. Ao fundo, encontra-se um gigantesco mapa, onde podemos observar os rumos seguidos por Diogo Cão, Vasco da Gama e outros navegadores.

Passando à sala principal, entra-se no coração do museu, uma sala ampla, dedicada à época áurea das navegações portuguesas. Logo à esquerda, encontra-se uma escultura de aparência modesta, mas carregada de imenso significado histórico. Trata-se de uma magnífica escultura em madeira pintada do Arcanjo São Rafael, fiel companheira de Paulo da Gama nas suas viagens marítimas.

Na ala dos Descobrimentos vimos como o poder naval de Portugal lhe permitiu edificar um império colonial.

Para além das estátuas de D. João II e D. Manuel, os reis que mais impulsionaram o desenvolvimento naval, surgem uma série de objectos e réplicas dos barcos da época. A esfera armilar é uma delas, um instrumento científico da época que representava a concepção astronómica do mundo de então.

Seguem-se as réplicas das barcas, caravelas latinas e caravelões; estas últimas maiores e com uma capacidade de carga superior.

Mas há mais réplicas interessantes como a ala de tráfego fluvial onde estão representados os varinos do rio Tejo, hoje já quase desaparecidos, assim como os botes cacilheiros ou os rabelos do Douro. Eram, sobretudo embarcações de pequeno porte, mas que desempenhavam um papel muito importante nas economias regionais, quer no transporte de pessoas quer de mercadorias.

Mais adiante, noutra sala, apreciámos as camarinhas reais utilizadas pelo rei D. Carlos e pela rainha D. Amélia, preservadas após o desmantelamento do iate “Amélia” em 1938. Inseridos no mesmo contexto, observámos porcelanas, cristais e faqueiros utilizados pelos monarcas dentro do iate real.

Em estilo inglês, as camarinhas proporcionavam um ambiente acolhedor e privado, mesmo num navio que não ultrapassava os 70 metros de comprimento. Os objectos pessoais, os quadros e a escrivaninha permitem um olhar sobre este espaço flutuante e a vida íntima da família real portuguesa.

O Museu de Marinha é um lugar de descoberta e um ponto de referência na nossa História. Através dos oceanos, uniram-se continentes, países e povos. Desta forma, Portugal procura conservar o passado histórico para divulgá-lo às gerações do futuro.

Lisboa, 31 de Maio de 2008

OS BRAVOS MARINHEIROS


Muitos são os heróis descobridores: Nuno Tristão,

Gonçalo Zarco, Gil Eanes ou Diogo Gomes.

João de Santarém, Pedro Sintra e Diogo Cão,

assistem o Infante nas memórias que dispomos.

Com a fé de Paulo da Gama e a perícia de Alvares Cabral,

Portugal ganhou fama entre combates e vitórias.

Com dedicação, a São Rafael, o marinheiro jurou ser leal.

A Pátria ainda os espera, escritas serão as memórias.

Cada embarcação representa a sua história,

cada história define a glória do momento.

O mar é um perigo, o segredo, uma arma peremptória.

Cartografia e inovação dão voltas ao pensamento.

E na “hora da verdade” a Virgem é a solução!

Erguem-se os olhos ao céu, numa humilde confissão.

Entre a espada e a morte é tomada a decisão:

O coração bate mais forte ao serviço da Nação.

Nazaré Cunha

(2008-06-22)

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