Em “estado” de reflexão

 

O silêncio chega, devagar, quando o tempo o determinar.

Fica próximo, tão próximo que é difícil não sonhar.

No seu auge, a mente reflecte pela história que se repete.

Há uma inquietação que não se consegue conter,

não é paz, nem guerra, é algo que queremos viver.

Sem pressa e para que nada esqueça, invade a alma,

o sentimento aflora, o passado vive-se agora.

Excedem-se as regras quando o momento implora.

Ama-se o Céu e a Terra, refuta-se a guerra,

no mar afoga-se a dor quando o “estado” atinge fulgor.

Da análise decorrente de qualquer situação vivida,

nasce o esboço da obra pretendida.

A hora é de prazer porque há vida a renascer.

Admira-se o feito, tudo nos satisfaz… mas cuidado!

Ainda é frágil o sonho que tanto nos apraz.

A convicção ganha consistência, alimentando a esperança,

o “estado” vive a magnitude que a mente alcança.

Sublime é a natureza que tanta vida exala:

criar é, com certeza, uma meta sem escala.

Tudo se torna perfeito aos olhos do criador.

A obra surge do nada e a História ganha valor.

 

Nazaré Cunha

(2008-07-06)

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