Exame: O derradeiro recurso

 

 

Um a um, os estudantes vão-se juntando para discutir os temas. Pelo mesmo espaço circulam Mestres e alunos, trocando saudações ou pequenas declarações informais. Aparentemente, é difícil distinguir quem ensina ou quem aprende. Mas isso pouco importa, pois, alguns instantes depois, cada um ocupará o seu lugar dentro das salas de exame. No entanto, o bom desempenho das tarefas, associado à preocupação e obtenção de bons resultados é partilhado por ambas as partes.

Estando eu do lado dos que pretendem demonstrar a sua sapiência, adquirida com algum esforço, acomodo-me, sentada debaixo de um alegre chapéu de sol, no amplo espaço de convívio da Universidade Lusófona. É aqui que os grupos de alunos se vão formando para trocar ideias ou relembrar a matéria ministrada ao longo do ano, enquanto não chega a hora que irá determinar a resolução do “problema”. Alguns fazem-no porque é premente completar todas as disciplinas, outros porque a nota inicialmente obtida não se ajusta à medida desejada. De uma forma ou de outra, o grupo parece indivisível, demonstrando mesmo alguma solidariedade com os demais.

Dentro do peito limita-se o espaço, onde se formará o último suspiro de alívio. Assim, vagamente, são imaginadas as perguntas e determinadas as respostas às questões colocadas na folha de exame. O resultado será definido pelo regulamento previamente estabelecido.

 

 

 

 

 

EM TEMPO DE ESPERA

 

Sentada, espero, a qualquer hora do dia.

Por irresponsabilidade ou ilusão já teria partido,

contudo, partir de alma vazia não faria sentido.

Afago o vento que me embala a nostalgia.

 

Ao longe, oiço os passarinhos a cantar.

Pergunto-lhes se estão comigo…

Procuro compreendê-los, mas não consigo.

Aguardo, é aqui o meu lugar.

 

É sensata esta minha atitude conveniente;

a inquietação não me surpreende.

Meu amigo é quem me compreende.

 

No meio da guerra encontro paz.

Pejada de setas; tanto me faz.

Triunfa o combate que tenho em mente.

 

 

Nazaré Cunha

 

Curso de História, 2º Ano

 

(2008-07-20)

 

 

 

Um pensamento sobre “Exame: O derradeiro recurso

  1. Como aluno tive de enfrentar exames à barda. Um dos nossos Professores falava de “exame” como “mal inevitável”. Como Professor, achei que o exame era necessário, pois aliás os alunos não tomavam os estudos muito a sério. Esta é a natureza humana. Os exames tem de ser re-dimensionados às necessidades actuais dos alunos. Devem ajudá-los a crescer , enquanto os Professores devem ser capazes de julgar o fruto do seu trabalho. Podemos experimentar com diversas modalidades. Nesta era da Informática não faltam novos meios de alcançar este fim…

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