Um a um, os estudantes vão-se juntando para discutir os temas. Pelo mesmo espaço circulam Mestres e alunos, trocando saudações ou pequenas declarações informais. Aparentemente, é difícil distinguir quem ensina ou quem aprende. Mas isso pouco importa, pois, alguns instantes depois, cada um ocupará o seu lugar dentro das salas de exame. No entanto, o bom desempenho das tarefas, associado à preocupação e obtenção de bons resultados é partilhado por ambas as partes.
Estando eu do lado dos que pretendem demonstrar a sua sapiência, adquirida com algum esforço, acomodo-me, sentada debaixo de um alegre chapéu de sol, no amplo espaço de convívio da Universidade Lusófona. É aqui que os grupos de alunos se vão formando para trocar ideias ou relembrar a matéria ministrada ao longo do ano, enquanto não chega a hora que irá determinar a resolução do “problema”. Alguns fazem-no porque é premente completar todas as disciplinas, outros porque a nota inicialmente obtida não se ajusta à medida desejada. De uma forma ou de outra, o grupo parece indivisível, demonstrando mesmo alguma solidariedade com os demais.
Dentro do peito limita-se o espaço, onde se formará o último suspiro de alívio. Assim, vagamente, são imaginadas as perguntas e determinadas as respostas às questões colocadas na folha de exame. O resultado será definido pelo regulamento previamente estabelecido.
EM TEMPO DE ESPERA
Sentada, espero, a qualquer hora do dia.
Por irresponsabilidade ou ilusão já teria partido,
contudo, partir de alma vazia não faria sentido.
Afago o vento que me embala a nostalgia.
Ao longe, oiço os passarinhos a cantar.
Pergunto-lhes se estão comigo…
Procuro compreendê-los, mas não consigo.
Aguardo, é aqui o meu lugar.
É sensata esta minha atitude conveniente;
a inquietação não me surpreende.
Meu amigo é quem me compreende.
No meio da guerra encontro paz.
Pejada de setas; tanto me faz.
Triunfa o combate que tenho em mente.
Nazaré Cunha
Curso de História, 2º Ano
(2008-07-20)