Comprometimento com o futuro cultural de Portugal

 

Cumpre-se no próximo dia 14 de Agosto a comemoração – infelizmente envergonhada e algo desenquadrada das vivências do País real! – do aniversário da Batalha de Aljubarrota, uma das páginas mais significativas e gloriosas da nossa História.
No campo mais pessoal, naquele que é se calhar o nosso mais íntimo “jardim secreto”, partilharei em Família, a mesma data, ainda que com uma outra justificação – que toca sensitivamente os nossos afectos e emoções – celebrando o meu 50º Aniversário natalício. Sem festas ou grandes gastos, que os tempos assim o não aconselham!
Contudo, ante a amálgama informativa, alarmista e cinzenta com que se pinta o nosso futuro a curto e médio prazo, entendi que, corrido já mais de meio caminho do que será o meu percurso de vida; atingida a plenitude e a satisfação de um marido, pai e avô que se cumpriu com o tempo e as vicissitudes desse mesmo tempo; não precisando de dar mais justificação da minha plena consciência do dever cumprido em termos profissionais; tendo ainda muito por fazer em termos da meu contributo cívico e da minha dádiva de solidariedade para com a sociedade que me coube em sorte viver; é tempo de dar atenção a mim mesmo! Sem falsas modéstias, sem arrivismos ou egoísmos estéreis… eis – me, num tempo e num estádio, ou melhor, numa maneira de estar e de ser, em que sonhar e vibrar com os pequenos prazeres da vida, como brincar com os netos, ou conseguir o ex – líbris heráldico esgotado que persegui durante décadas, são a recompensa maior para esforços, sacrifícios e o muito “amor à camisola” da sobrevivência, muitas vezes castradora, em que não quero continuar a colaborar por desencanto ou baixar os braços!
Revejo, por entre as memórias e experiência acumuladas, por entre as saudades colectivas e culturais do nosso desígnio comum, que o fulgor da ‘Ala dos Namoradas’ e a exemplaridade de Aljubarrota, tem que ter continuadores neste início, algo frustrante e anárquico, do século XXI em Portugal. Se me faltam as forças para desfraldar a bandeira do optimismo militante e encabeçar uma motim, um movimento de renovamento, fé e esperança nas nossas próprias qualidades como Pátria… Dou-me a mim próprio o benefício de acreditar que com trabalho, esforço, dedicação e empenhamento e estudo poderei optar pela gratificante e mágica condição de aluno cinquentenário, ainda comprometido, com o seu futuro de maior conhecimento, maiores aptidões, melhor preparação e ainda mais comprometido com um Futuro de maior e melhor qualidade cultural para o meu País!
São já Saudades do Futuro, como diria o poeta, mas são as ilusões, os sonhos e as convicções que encontro para justificar, de mim para mim, a necessidade que senti e aqui partilho de me inscrever no Curso de História (Universidade Lusófona, Lisboa). Pelo orgulho em Portugal, pelo apelo sempre sentido e respeitador desse mágico mundo da Lusofonia, pela veneração pela instituição académica e Universitária. Por mim, próprio e pelo nome que herdei dos meus Maiores!
 
Vítor ESCUDERO

Um pensamento sobre “Comprometimento com o futuro cultural de Portugal

  1. Os fãs de criquet (jogo favorito dos ingleses e suas antigas colónias) contam os pontos com «50 not out». Habituado em parte a esse vício lúdico na Índia, eu diria do amigo Vitor: «50 more in»!

    Temos no curso de História na Lusófona alunos com maturidade em termos de idade (com 60 e até 70 anos) e experiência da vida, e têm sido exemplos de dedicação e inspiração a outros colegas mais novos! É o que esperamos de Vítor e outros colegas que vai encontrar.

    Teotónio R. de Souza

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