Lógica *fuzzy* (difusa, nebulosa)

Uma das características da Lógica Clássica é o axioma do Terceiro Excluído, isto é, não existe alternativa para um valor verdade além do par {Verdadeiro, Falso}. É a tradição greco-romana ocidental herdada de Aristóteles. Ao lidar com problemas do mundo real, no entanto, é como que o conhecimento disponível não seja nem absolutamente verdadeiro nem absolutamente falso, podendo haver, por exemplo paradoxais, incertos, desconhecidos, indeterminados, verdadeiros em geral, verdadeiros com uma certa probabilidade, etc. Para estender a Lógica Clássica de maneira a permitir o tratamento deste tipo de conhecimento, é necessário alterar o conjunto de valores {Verdadeiro, Falso}. Dentre dos formalismos propostos para alterar este conjunto de valores encontra-se a Lógica Fuzzy. A teoria da relatividade de Einstein veio dar sentido ao funcionamento desta lógica. Não foi por acaso que a partir do trabalho do indiano Satyendra Bose e sua colaboração com Einstein resultou a descoberta dos bosões e do condensado Bose-Einstein, para designar o estado da matéria muito próximo do zero absoluto.

O Japão foi o primeiro país que fez uma aplicação prática desta lógica em termos industriais e com grande sucesso na sua indústria electrónica. A lógica nebulosa é da tradição budista da Índia, que se misturou com a tradição taoista em China, e deu origem ao Zen no Japão. O grande ideal do budismo foi o de  ultraprassar o universo de opostos, de distinções mentais e discriminações emocionais. Budha não queria saber se o mundo é eterno ou não-eterno, se era finito ou infinito. O segredo de conseguir aceitar A e não-A ao mesmo tempo, ou aproximações entre 0 e 1 (em vez de 0 ou 1) é a capacidade de tolerância. Não há lugar para tolerância 0 (zero), tanto em voga no Ocidente, onde até as democracias se vão transformando em regimes de intolerância sob capas de discursos parlamentares e montes de legislação! Houve quem designasse esta tendência como Ocidentose.

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