Deus e a Ciência

Hoje se discute muito se a Ciência pode provar a existência de Deus ou não. O cientista pode ser teista ou ateu ou ainda agnóstico. A Ciência não pode provar conclusivamente nem a existência nem a inexistência de Deus. A hipótese de Deus não faz parte do escopo analítico e empírico da Ciência. O cientista não poderá nem corroborar nem refutar a existência de Deus. Doutro lado, há cientistas que expressam, individualmente, suas convicções em relação a esta temática. Assim, por exemplo, Richard Dawkins no seu livro “God Delusion” discute e defende a improbabilidade de Deus existir, enquanto o director do Projecto Genoma Humano, Francis Collins, no seu livro “A Linguagem de Deus”, defende evidências da existência divina e afirma não haver incompatibilidades entre Deus e a Ciência.

Houve sábios gregos que estavam convencidos da necessidade da existência de Deus, como Aristóteles e Sócrates. O orador e escritor romano Marco Túlio Cícero defendia a existência de deuses. Houve sábios como Nicolau Copérnico, Galileo Galilei, Johannes Kepler, René Descartes, Isaac Newton, Gregor Mendel, Alexis Carrel, Max Planck, Jérôme Lejeune, Abbe Georges Lemaitre, que aceitavam a existência de Deus. Há hoje cientistas de élite, membros da Academia de Ciências dos Estados Unidos que não aceitam Deus, mas por outro lado há também cientistas de envergadura que acreditam em Deus, e sao quarenta por cento. Mas pode-se dizer também que a Ciência é neutra para a questão da existência ou não de Deus. A grande maioria dos cientistas da Pontifícia Academia das Ciências acreditam na existência de Deus. Os nobelistas, como Klaus von Klitzing e o químico taiwanês Yuan Tseh-Lee aceitam Deus e concordam em que a Fé e a Ciência podem conviver harmoniosamente. Alberto Einstein asseverou que não era nem ateu nem agnóstico. Ele via “deus” na maravilha da harmonia do Universo complexo. Quando ele dizia que “Deus não joga aos dados“, esclareceu que não acreditava num deus pessoal. Dizia ele: “Se há algo em mim a que se pode chamar religioso, então esse algo é a infinita admiração pela estrutura do mundo tanto quanto a nossa ciência o consegue revelar”.

Os cientistas podem ter convicções religiosas. De facto, a ciencia moderna nasceu no seio da Igreja. Em geral, os cientistas eram monges. Mas eles não poderão provar a existência ou inexistência de Deus. Pois a Ciência lida com os fenómenos. A Religião transcende o mundo fenomenal, se guinda à realidade sobrenatural e descobre o sentido da existência humana.

Ivo de C. Sousa

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