Desenvolvimento como Liberdade [Amartya Sen]

O desenvolvimento pode ser encarado como um processo de alargamento das liberdades reais de que uma pessoa goza. A tónica nas liberdades humanas contrasta com perspectivas mais restritas de desenvolvimento, que o identificam com o crescimento do produto nacional bruto, com o aumento das receitas pessoais, com a industrialização, com o progresso tecnológico ou com a modernização social.

Se pensarmos no caso português é evidente que dispomos de liberdade política. Quanto às disponibilidades económicas diz-nos o governo que a maioria dos portugueses as têm em demasia, pretendendo o governo restringir tais disponibilidades! Sem ironia, é evidente que as disponibilidades económicas não são nem nunca foram iguais para todos. As oportunidades sociais são um aspecto crucial num País. Neste Portugal em que os jovens, cada vez mais, se dispersam em frivolidades, poderíamos ouvir Amartya Sen a dizer sobre esse tipo de liberdade ou libertinismo.  Quanto às garantias de transparência apetece perguntar se Amartya estará a brincar! A transparência não é ainda um assunto suficientemente sério para nós.  Repare-se que Democracia sem transparência é um conceito leviano! Mas é o que temos, ou não? Quantas votações sabemos minadas, quanta “democracia” é contornada, quantas formas sabemos existirem de tornear a democracia? Por último, cada vez mais, no Mundo e na Europa, nosso caso específico, temos que dizer que precisamos de protecção e segurança. Assaltos estão na ordem do dia. Precisamos de protecção física contra agressores, mas também contra quem nos quer (parece que sim…) despedir, obrigar a trabalhar até cair morto, quem nos quer colocar em competição directa com o trabalho barato ou escravo das fábricas da China ou da Índia. Que iremos fazer? Viver na Europa com 20 ou 30 Euros mensais não é possível! Competir com escravos significa que o nosso modelo é o do regresso ao modo de produção esclavagista. Como podem os nossos jovens sair desse impasse sem formação adequada? Não podemos esquecer que a Europa é responsável pelas consequências que agora enfrenta. O Ocidente avançou com a globalização pensando que iria controlar melhor os recursos globais em seu proveito. Pensava talvez que estava ainda na fase histórica do colonialismo! Ironicamente, o seu colonialismo criou potencialidades e rivalidades que se apropriaram agora da sua estratégia de globalização! Afinal a modernização e as liberdades de que a Europa fazia tanto alardo desde o Iluminismo não eram para todos?  Há reverso da moeda e o pau tem dois bicos! Proponho a leitura de Amartya Sen, o prémio Nobel indiano, que conhece o mundo dos pobres e a pobreza do mundo. Podemos começar com o seguinte estudo sobre as suas ideias principais.

Para ler mais sobre o assunto clique  aqui.

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