Documentos e História: Factos e interpretação

Antigos documentos nem sempre vem com pontuação. Para agravar a falta de muita outra informação acerca dos acontecimentos do passado distante, a língua portuguesa pode contribuir para confundir ainda mais a confusão! Eis um caso:
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim: 
Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

Morreu antes de introduzir a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro os concorrentes.
1) O sobrinho leu da seguinte maneira:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu  sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã tinha outra leitura:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3)  O padeiro pediu cópia do original e puxou a brasa para  sardinha dele:

Deixo meus bens  à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro.  Nada dou aos pobres.

4)  Chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

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