A pobreza

 

Considerada como um dos maiores flagelos da sociedade, a pobreza é uma constante luta pela sobrevivência no mundo. Famílias inteiras vivem em condições desumanas, por tempo indeterminado, nos campos de acolhimento, nas aldeias ou nos subúrbios das grandes cidades. A todo o instante tomamos conhecimento de novos factos relacionados com a degradação humana, para os quais não encontramos resposta. Todos somos um pouco responsáveis pelo que se passa à nossa volta e que nos toca profundamente. Mais, minimizar o sofrimento de qualquer pessoa que, aos nossos olhos, carece de ajuda é um dever pertinente e inadiável que compete a qualquer cidadão.

Não é possível falar de pobreza sem trazer à memória Madre Teresa de Calcutá, prémio Nobel da Paz em 1979, pela sua dedicação aos pobres e serviços prestados à humanidade. Relembremos algumas das suas afirmações: “Todas as palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão”. E, diz ainda: “Temos de ir à procura das pessoas porque podem ter fome de pão…”. 

Definir regras sobre as necessidades básicas de cada cidadão não pode ser uma perda de tempo! Em casos de situações emergentes como calamidades, guerras ou doenças o tempo esvai-se entre a iniciativa, os preparativos e o limite da urgência acabando, na maior parte das vezes, por chegar tarde demais.

Junto dos mais carenciados em Calcutá, na Índia, Madre Teresa viveu entre os pobres, mendigando para poder minimizar situações dramáticas como a fome e outros sofrimentos permanentes que afligem sobretudo idosos e crianças. 

Madre Teresa, desde muito jovem viveu problemas familiares dramáticos, como a perda do pai por falecimento prematuro e observando as dificuldades sentidas pela mãe na educação dos filhos que ficaram a seu cargo.

Estas situações despertaram em Madre Teresa um sentimento muito profundo pelos problemas familiares e sociais, originando que dentro dela surgisse o desejo de juntar-se aos mais humildes e carenciados. Comovida pela miséria material e espiritual entregou-se aos actos mais dignificantes da condição humana: Amor e caridade.

 

 

 

 

UM ESTÍMULO, À VIDA

 

Amigo, canta! Não te entregues a essa dor lenta que te atormenta.

Oferece o teu olhar, demonstrando que ainda tens algo para dar.

Alcança a vida que te pertence e sacia a tua alma sedenta;

Arranca do peito a mágoa que te destrói e mostra que sabes sonhar.

 

São poucos os heróis que te dão esperança: O seu destino não te alcança.

Ser pobre não é ignorância!… É o sistema que nos mantém à distância.

Saber renascer das trevas também dá estímulo e confiança!

No berço começa a vida, pelo caminho adquire a substância.

 

Ergue o teu castelo na mais alta e rochosa montanha.

Repara: como é bela a paisagem circundante!…

Pedaço a pedaço cultiva e exibe a tua façanha;

É majestoso como cresce a tua obra incessante.

 

Brada aos que te viram no chão. Sem orgulho, nem condição,

partilha o teu feito, dizendo: – Acabo de renascer!

Bem-haja a imperfeição e o caminho que conduz à solução.

Avança, amigo, ninguém perece com vontade de viver.

 

Nazaré Cunha

(2008-09-06)

 

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