No caminho de Portugal

 

O curso de História permite-nos adquirir e aprofundar conhecimentos, sempre que tenhamos alguma disponibilidade para analisar as matérias já leccionadas. Percorrer os caminhos que conduziram ao território que é hoje Portugal é, sem dúvida, um percurso diversificado e culturalmente enriquecedor. A Península Ibérica foi ocupada pelos romanos no século III a.C., na sequência da Segunda Guerra Púnica que disputaram com Cartago, no Norte de África. Viriato declarou-se chefe dos Lusitanos e enfrentou o inimigo romano em sucessivas guerrilhas, acabando por ser morto por elementos do seu próprio grupo, incentivados e comprados pelos romanos.

Durante algum tempo, os Lusitanos foram subjugados pelos Romanos. Após algumas disputas entre os residentes e os invasores, um hábil e carismático general romano Sertório, foi convidado pelos Lusitanos para combater o seu próprio exército. Porém, também Viriato viria a ser assassinado por um outro general romano Perpena, que a ele se juntou com o intuito de o abater, permitindo a Roma exercer as suas actividades na Península Ibérica.

Este território, que mais tarde deu origem a Portugal, ficou recheado de um importante legado cultural e que se traduz nos costumes, na arte, na arquitectura e nas variadíssimas pontes ainda activas, de norte a sul de Portugal.

Em 409 d.C., chegaram à Península os denominados povos bárbaros, compostos por Suevos, Vândalos e Visigodos, todos de origem germânica, actuando ao serviço do Império Romano com a pretensão de dominar os anteriores invasores. O território peninsular sofreu uma grande devastação com as invasões bárbaras, muitas cidades foram destruídas e os seus habitantes foram obrigados a refugiar-se nos meios rurais, desenvolvendo aí as suas actividades.

Sucessivamente, as ocupações iam acontecendo, encurtando o tempo de espera até ao nascimento de Portugal. Assim, em 711, os muçulmanos invadiram a Península Ibérica, vindos do Norte de África, ocupando algumas partes da península durante mais de cinco séculos.

 

A região que não fora invadida pelos árabes, as Astúrias, preparava a reconquista de toda a Península, culminando com o fim do domínio islâmico. O território correspondente ao reino de Portugal já se encontrava definido e, por toda a parte, fervilhava o Cristianismo difundido pelas Cruzadas. Durante a reconquista, muitos muçulmanos decidiram ficar, aceitando a prática do Cristianismo ou outros costumes existentes, sendo que, muitos foram mortos ou expulsos do reino.

 

O Reino de Portugal

 

A reconquista Cristã formalizou um processo gradual e lento.

Reino a reino, Portugal foi construindo o seu berço.

Afonso VI de Leão e Castela, homem de muito sucesso,

a D. Henrique de Borgonha atribuiu, desde o começo,

o governo do Condado, em débil desenvolvimento.

A autonomia tardava. Entretanto, em 1112, D. Henrique perecia.

Viúva, D. Teresa desesperava! Ser Rainha era um sonho desejado.

Fiel aos planos do marido, empenhou-se na formação do condado.

Mas, as dúbias relações com os galegos fracassavam o sonho planejado.

Determinado, o jovem Afonso Henriques, ainda menor, reflectia.

Assim não podia ser!… Portugal precisava de crescer.

Aos portucalenses, D. Teresa ignorava e, aos nobres galegos apoiava.

Era grande o descontentamento! O clero, por meio da Igreja, implorava;

Com Afonso Henriques por Portugal, a fidalguia lutava.

Armado por si próprio cavaleiro, o guerreiro decidiu interceder.

Em 1128, na Batalha de São Mamede, em Guimarães, a luta determinou:

– A Terra que o viu nascer deu-lhe força para vencer!

Sua mãe foi expulsa do condado, por pertinência de poder;

Afonso Henriques proclamado soberano por determinação e saber.

Coimbra era a capital, assim nasceu Portugal que a Santa Sé perfilhou.

 

Nazaré Cunha (2008-09-14)     

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