LHC sofre avaria… Um bom reflexo da evolução do universo!

O acelerador gigante de partículas LHC do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) vai estar parado durante dois meses, anunciou  um porta-voz do CERN.

“Houve um incidente durante um teste. Um elemento da máquina tem de ser reparado”, declarou o porta-voz James Gillies.

Segundo um comunicado do CERN ontem divulgado, o problema deriva de uma importante fuga de hélio ocorrida no túnel na sexta-feira.

As primeiras investigações indicam que esta fuga pode ter sido provocada por um problema de conexão eléctrica.

Este incidente, precisou o CERN, não terá qualquer consequência na segurança do pessoal.

O Grande Acelerador de Hadrões (LCH na sigla inglesa), o maior instrumento de física do mundo, foi parado pela primeira vez alguns dias depois de ter entrado em funcionamento a 10 de Setembro devido a um problema eléctrico que afectou o sistema de refrigeração do circuito.

O LCH entrou em funcionamento na última sexta-feira antes de voltar a ser hoje parado.

O LCH, um projecto faraónico que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos, procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, e é considerado a experiência científica do século.

Desde 1996, o CERN construiu a 100 metros debaixo da terra, perto de Genebra, na Suíça, um anel de 27 quilómetros de circunferência, refrigerada durante dois anos para atingir 271,3º Celsius.

À volta deste anel estão instalados quatro grandes detectores, no interior dos quais vão produzir-se colisões de protões numa velocidade próxima da da luz.

Em plena força, 600 milhões de colisões por segundo irão gerar uma floração de partículas tal como aconteceu no início do mundo, algumas das quais nunca puderam ser observadas.

No entanto, só daqui a alguns meses, quando se comprovar a evolução do funcionamento, é que haverá colisões de partículas e estarão criadas as condições para o estudo de novos fenómenos, através da recriação das condições que se produziram instantes depois do Big Bang.

O objectivo final desta grande experiência é poder dar resposta a muitas perguntas sobre a origem do Universo, entender por que a matéria é muito mais abundante no Universo do que a anti-matéria, e chegar a descobertas que “mudarão profundamente a nossa visão do Universo”, segundo o director do CERN, Robert Aymar.

Uma das aspirações dos cientistas é encontrar o hipotético bosão de Higgs, uma partícula que nunca foi detectada com os aceleradores existentes, muito menos potentes que o LHC.

Fonte

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