Hélio-3: O que os indianos mais procuram na Lua

 
Entre os principais objectivos da missão lunar indiana está a tentativa de detecção de hélio-3, um isótopo do elemento químico hélio bastante raro na Terra e que tem grande potencial energético e sem lixo nuclear.  Será o ouro nuclear da segunda metade deste século para substituir o ouro preto e as actuais centrais nucleares. Calcula-se que 1,100,000 de toneladas métricas de He3 foram depositadas pelo vento solar sobre a superfíce lunar e devido às colisões com meteoritos muito desse He3 poderá ter sido empurrado para profundezas de alguns metros. Maior concentração se encontra nos mares lunares que constituem quase 20% da superfície lunar.

Fonte económica de energia nuclear

1 milhão de toneladas métricas de He3, reagindo com deutério pode gerar aproximadamente  20,000 terrawatt-anos de energia termal. São umas unidades fantásticas: 1 terrawatt-ano equivale a 1 trilhão (10 elevado à potência 12) watt-anos. Para compreendermos melhor, 1 lampada de 100-watt utilisa 100 watt-anos de energia durante um ano. Seria 10 vezes a energia que poderiamos obter explorando toda os combustíveis fósseis da Terra, sem provocar poluição do ar e chuva ácida. Se queimassemos todo o urânio nos reactores de alta velocidade com metal líquido, produziríamos somente metade dessa energia e ficar com sérios problemas de armazenar a lixeira. 

A importância 

Umas 25 toneladas de He3 bastariam para fornercer a energia aos EUA durante 1 ano a custos correntes. Em termos económicos, se imaginarmos que He3 vai substuir os combustíveis nos EUA para gerar a electricidade, temos que incluir os custos de todas as centrais geradoras e as redes de distribuição. Feitos os calculos, as 25-toneladas de He3 valeriam $75 bilhões hoje, o que significa $3 bilhões por tonelada.

Os ganhos

Somente uma estimativa dos lucros que se fariam com bilhas He3 trazidos da Lua: Com procura mundial anual de 100 toneladas, haverá disponibilidade para pagar $3 bilhões por tonelada. O que daria uma média anual de $300 bilhões de receita. Longe estará a Índia dos negócios da pimenta que revolucionou a economia mundial no século XVI graças aos intermediários lusos!

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