ISCTE assinou acordo com Universidades da Índia. E desde então?

Mania portuguesa de protocolos e protagonismos baratos!  Resultados concretos? Alguém sabe o que resultou do seguinte?

O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) vai assinar acordos com duas universidades indianas. Os protocolos serão firmados no próximo dia 12, durante a visita oficial do Presidente da  República à Índia, revelou ao “DE” Luís Reto, presidente do ISCTE.  
 
A Universidade de Delhi, a maior universidade da Índia, com 300 mil alunos, e a Universidade de Nehru são as duas instituições de ensino superior que serão contempladas para já.  
 
Entretanto, estão em fase muita avançada as negociações com o Instituto de Management de Bangalore, região considerada o Sillicon Valley da Índia, e também com os IIT indianos, institutos equivalentes ao MIT norte-americano. “Programas de intercâmbio de alunos e professores, programas académicos conjuntos e investigação conjunta” são algumas das iniciativas previstas.  
 
O protocolo avança ainda a possibilidade de organização conjunta de conferências e simpósios. Uma das hipóteses a prazo é lançar diplomas conjuntos.  
 
Na calha está um projecto para criar um diploma em Estudos Indianos que juntaria o ISCTE, a London Business School e a Universidade de Dehli, que já foi apresentado.  
 
Com a Índia, pretende-se avançar com captação de alunos, ensaiar acordos comuns ao nível do ensino, em formações de curta duração e ‘summer schools’.  
 
Outra prioridade é avançar com redes de investigação, até porque a Índia dá cartas nesta área. O acordo terá uma vigência de cinco anos, podendo ser prolongado no final deste período.  
 
Trazer alunos indianos para Portugal  
 
Um dos objectivos desta cooperação é “trazer alunos indianos para Portugal, porque são muito bons e porque não têm universidades suficientes no país”.  
 
A ideia é também aproveitar “o forte potencial científico” que existe na Índia, acrescenta Luís Reto.  
 
Actualmente, mais de metade da população da Índia (55%) tem menos de 20 anos, estando em idade de se candidatar ao ensino superior.  
 
A Índia “é uma bomba demográfica e o país não tem capacidade interna de resposta para este “boom” de estudantes. Muitos vão para os Estados Unidos e Austrália. O objectivo é que alguns destes alunos venham para universidades portuguesas”, sublinha presidente do ISCTE.  
 
Intercâmbio só de alunos de pós-graduação  
 
Numa primeira fase, estes acordos prevêem intercâmbio de alunos apenas na área da pós-graduação. Até porque neste momento não existe legislação em Portugal que permita a vinda de estudantes de fora da Europa para universidades por  
 
tuguesas nas licenciaturas. Luís Reto sublinha que é urgente a aprovação do estatuto do aluno internacional, uma proposta apresentada pelo Conselho de Reitores e que ainda não foi aprovada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Quando este instrumento legal existir o ISC- TE pretende lançar uma campanha para angariar estudantes indianos para as licenciaturas.  
 
Um primeiro passo foi a participação do ISCTE na Feira Europeia de Ensino Superior (EHEF) que a União Europeia organizou em Nova Dehli, em Novembro. Uma feira em que estiveram as melhores universidades europeias.  
 
O ISCTE foi a única universidade portuguesa a participar no evento.  
 
Uma iniciativa de internacionalização em que a escola não contou com qualquer apoio do Governo português.

“Diário Económico”, 9/01/2007  

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