Reencontro com o Natal

 

A árvore de Natal é um dos símbolos que melhor identifica esta época festiva associada ao culto popular. Muitas são as lendas que nos chegam, sobretudo da Europa Central e da Escandinávia, onde algumas populações prestavam um culto muito especial às árvores, ocorrendo as práticas rituais em bosques considerados sagrados.

A árvore de Natal é de origem germânica e o seu culto remonta ao tempo de S. Bonifácio (cerca de 800 d. C.). Este culto surgiu em substituição dos sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin (deus da mitologia germânica), onde eram colocados presentes para as crianças em honra do Deus-menino.

Sobre as várias versões que se contam acerca da árvore de Natal há uma que desperta a nossa atenção e prende-se com o padre Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante no século XVI. Andando, Lutero, a fazer a sua habitual caminhada por uma floresta de pinheiros, algo despertou a sua atenção através das pequenas frestas que se abriam em direcção ao céu. Fascinado com o brilho das estrelas e todo o espaço envolvente, quebrou um ramo de um desses pinheiros e levou-o para casa, colocando-o num vaso com terra. Da sua cabeça, logo surgiram ideias maravilhosas e, seguindo o intuito da sua imaginação, enfeitou a árvore com pequenas velas acesas e alguns papéis coloridos. Chamou a família!… E, foi tanto o sucesso que todas as crianças das redondezas vieram para ver a pequena, mas grande obra iluminada que acabara de nascer. Desta forma, pensa-se que Lutero queria exemplificar às crianças como deveria ser fascinante na noite em que Jesus Cristo nasceu.

Também os Romanos trocavam ramos de árvores como sinal de boa sorte nos primeiros dias de Janeiro.

Desde sempre a natureza foi a grande inspiradora do sentimento humano. Agora, porém, os tempos parecem ser de mudança!… Adaptada às novas tecnologias, uma grandiosa árvore de Natal encontra-se, há alguns dias, exposta ao cimo do Parque Eduardo VII.

    
 

 

 natal Uma árvore diferente!…

 

É Natal. No cumprimento da tradição, Lisboa brilha, atendendo à ocasião.

O povo, na sua condição de crente ou secular participa com emoção.

A Árvore de Natal, por sua vez, emite o sinal que todos sabemos interpretar;

representa um dos símbolos mais marcantes que a História tem para nos contar.

Em Belém, no Rossio ou no Parque… É Natal em qualquer lugar!…

A Árvore, distinta na sua forma física, diferencia-se das demais,

firmada no Modernismo e nas novas tecnologias abre vias, a eventos sociais.

Colocada no alto do Parque, desafia a Liberdade e exibe-se com altivez;

Ignorando o simbolismo e a fé, está de costas Pombal, o controverso Marquês.

Reformulado Portugal, vive-se mais um Natal na história que o povo fez.

Nazaré Cunha (2008-11-30)

 

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