Faz sentido distinguir os civis dos militares?

Ouve-se nos mídia do Ocidente acusações contra os “terroristas” e “guerrilheiros” que se misturam entre as populações civis, ou servem-se de bombas suicidas, provocando  mortes dos civis nos bombardeamentos e outras acções militares próprias  ou dos inimigos.

Com que consciência podem os civis fazer este tipo de acusações quando são os próprios civis que beneficiam  com as acções militares e também constituem governos que aprovam as leis que iniciam e sustentam as guerras?

Existe uma falta de lógica, para não falarmos de cinismo,  particularmente no Ocidente onde se fala da sociedade civil que decide democraticamente tudo o que diz respeito à paz e à guerra, e quando chega a guerra querem ser diferenciados  e protegidos? Não devem também estar preparados para aceitar  as consequências das guerras que legitimam e sustentam.

Não existe muita duplicidade e mentira nesse funcionamento chamado democrático? Os civis distinguem-se dos militares talvez e somente por mandar os militares para as frentes  do combate e por pagar-lhes pelo risco. Não são mais do que instrumentos de defesa ou de crime das populações civis que constituem os seus governos e tomam as decisões.

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