Os talibãs têm sido adeptos da arte de aproveitamento das divisões sociais no Paquistão. É o que lhes dá força no vale de Swat e poderá dar-lhes entrada na rica e politicamente importante província de Panjab. O Paquistão continua a ser um país feudal.
Ao contrário da Ìndia após a sua independência em 1947, o Paquistão manteve uma faixa reduzida de classa alta de terra-tenentes com a grande maioria de trabalhadores numa posição dependente. Nenhum governo no Paquistão até agora foi capaz de pôr a funcionar uma reforma agrária, nem de providenciar ao público geral o acesso básico à educação e à saúde. As massas rurais não veem qualquer futuro melhor para elas.
Os analistas políticos e oficiais do Estado avisam que a estratégia seguida pelos talibãs no vale de Swat poderá ser adoptada também na provincia de Panjab, onde eles já manifestam considerável influencia e presença.
Mahboob Mahmood, um jurista de naturalidade paquistanesa-americana e ex-colega do Presidente Obama, comentou, “O povo do Paquistão está psicologicamente preparado para uma revolução.”
A militância Sunni está a fazer aproveitamento da profunda divisão das classes sociais no Paquistão. Ela promete mais do que música e educação. “Promete justiça islâmica, governância eficaz, e redistribuição económica.”
A estratégia talibã para o vale de Swat, uma área ocupada por 1.3 milhões de habitantes com quintas férteis, florestas e minas de esmeraldas, foi executada durante um curto período de cinco anos.
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