Museu subaquático de Sesimbra

Museu subaquático quase à borla

JN, 00h30m, por SANDRA BRAZINHA

O futuro Museu Subaquático de Sesimbra, o primeiro do país, arranca já no próximo dia 28, com a colocação no fundo do mar de um Nautilus, o símbolo oficial do espaço museológico que será criado à base de voluntariado.

As peças que poderão ser observadas pelos visitantes serão colocadas gradualmente debaixo de água, na Baía de Sesimbra, durante o ano. Muitos dos artefactos, entre âncoras e canhões, estão actualmente expostos no Museu da Marinha, mas já foram disponibilizados pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), que assinou um protocolo nesse sentido com a Câmara de Sesimbra.

À excepção do Nautilus (que pesa nove toneladas), “todas as outras peças que depois irão constituir o museu serão acervo ligado a naufrágios de navios ao longo da costa de Sesimbra e restante costa portuguesa”, explicou, ao JN, a vereadora da Cultura, Felícia Costa, lembrando que a ideia é que o museu vá sendo construído com a colocação de peças ligadas a uma narrativa histórica.

“É difícil dizer quanto vai custar, porque temos um conjunto de associações ligadas ao mergulho e à náutica de recreio, bem como protocolos com o IGESPAR”, afirma a autarca, lembrando que os custos serão mínimos porque tudo será feito com trabalho voluntário.

O museu pretende ser mais uma oferta turística da vila. “O retorno é termos o único museu subaquático do país e mais uma atracção para quem vem a Sesimbra à procura de condições de mergulho”, adianta a vice-presidente da autarquia, lembrando que “todas as pessoas que tiverem o curso básico de mergulho poderão visitar o museu”.

O novo espaço irá situar-se no chamado “Mar da Pedra” a cerca de 300 metros da costa e a 12 metros de profundidade, estendendo-se por 500 metros ao longo do lado nascente da vila.

O símbolo do Museu Subaquático, o Nautilus, está actualmente a ser esculpido por dois escultores no Castelo de Sesimbra, no âmbito do II Simpósio de Pedra, que decorre até domingo. A pedra da região, oferecida pelos empresários locais do sector, está a ser trabalhada ao vivo por cinco artistas. As esculturas serão depois colocadas em espaços públicos do concelho.

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