HISTÓRIA, QUE FUTURO?

2, 3 e 4 de Outubro

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Campo Grande, Lisboa

É este o tema do Congresso que realizaremos em 2009. E quando dizemos realizaremos, é isso mesmo que queremos dizer e vamos fazer. Não nos passa sequer pela cabeça que os nossos associados e demais professores de História não tenham interesse em discutir o futuro da sua disciplina; não queremos nem pensar que aqueles que perguntam sistematicamente o que está a Associação a fazer pelo futuro do ensino da História, não venham dar o seu contributo para o mesmo.

Do programa do Congresso, para além das visitas de estudo e de questões centrais relativas à investigação histórica, como o papel da evidência histórica, ou as dificuldades de tratamento das fontes mais contemporâneas, constam momentos de reflexão sobre a importância de um ensino humanístico, que não se pode realizar sem os contributos da História; a visão dos jovens acerca do ensino da História e da sua importância; as relações entre a História e a Cidadania; as questões que se prendem com a formação inicial dos professores e com as nossas preocupações relativamente às novas modalidades de formação já em vigor; workshops sobre Educação patrimonial, museológica e novas tecnologias; workshops demonstrativos de boas práticas de aula; grupos de reflexão que permitam partir das opiniões dos associados para expressar publicamente as posições da APH, que somos todos nós.

Para que as posições defendidas publicamente pela APH possam, de algum modo, reflectir o sentir dos seus associados, é necessário que estes compareçam nos fóruns a isso destinados Jornadas de Reflexão, Encontros, Congresso Nacional. Ora, o que se tem verificado ultimamente é a quase total ausência dos associados, que assim se demitem do seu papel de cidadania activa, não deixando ouvir a sua voz.

Foi por precisarmos dos contributos dos associados para fundamentarmos as posições da Associação que lançámos, na última Circular Informação, um inquérito pedindo sugestões sobre actividades a desenvolver e sobre como motivar a participação dos associados. Dos quase 2000 associados activos, responderam-nos 52. Destes só 32 responderam ao 2º ponto. De entre os que responderam, e a quem agradecemos, encontramos, em termos genéricos, os seguintes grupos de sugestões:

A. Maior dinamização da página/colocação de recursos on-line
A nossa página tem vindo a ser reformulada e contém já um número significativo de recursos. Basta clicar em Centro de Recursos e, em seguida, em Recursos para o ensino da História. Mas poderemos vir a ter muitos mais se se constituir, no seio da APH, um grupo de trabalho encarregado dos recursos da página (contactos, recolha, selecção, adaptação a formato digital, envio para o webmaster). Este trabalho tem sido feito por uma única colega da Direcção que tem um horário completo na sua Escola e toda a responsabilidade da página.

B. Actividades formativas e de reflexão
Por um lado, a oferta formativa do Centro de Formação da APH tem exigido um enorme esforço e dedicação da sua Directora, que se desdobra para cumprir o seu horário na Escola e corresponder às necessidades dos associados, apesar da inexistência de financiamento estatal para os Centros de Formação das Associações Profissionais. A nossa aposta tem sido maioritariamente feita na História Contemporânea e nas Metodologias do Ensino da História, com grande adesão dos associados e de outros professores de História.
Por outro lado, relativamente a espaços de reflexão, têm sido variadas as propostas feitas aos associados, quer em Jornadas de Reflexão, quer nos Congressos. Infelizmente, a resposta tem sido altamente deficitária, e muitas destas actividades têm sido desmarcadas ou funcionam com um número mínimo de inscrições.
Apelamos, mais uma vez, a que se constituam, no seio da APH, grupos de trabalho e de reflexão, à semelhança do que propusemos para a análise do tratamento das religiões nos manuais escolares e que já está em pleno funcionamento.

C. Multiplicação e descentralização das actividades
Basta olhar para o nosso Plano de Actividades, publicado na Circular Informação de Janeiro, para se entender que aumentar a oferta de actividades da APH é humanamente impossível, se a sua dinamização continuar a assentar exclusivamente na Direcção. Os colegas que a compõem desdobram-se entre as escolas em que leccionam e o trabalho voluntário na APH, remetido invariavelmente para os fins-de-semana, à custa do descanso e com grande esforço pessoal e familiar. Nem assim nos temos eximido a efectuar deslocações a escolas, sempre que os associados nos pedem. Descentralizar seria a palavra-chave, se houvesse colegas disponíveis para assumirem o trabalho da APH a nível local, mas a realidade é que não encontramos quem se disponibilize sequer a formar CDR’s em algumas das principais capitais de distrito, muito menos a nível das várias cidades ou das escolas. Gostaríamos, no entanto, que cada associado, na sua escola, fosse o legítimo representante da APH, divulgando e motivando os colegas para as iniciativas que promovemos, propondo e executando novas iniciativas locais, com o apoio da APH.

D. Incentivos económicos
A APH vive, ao longo do ano, mantendo as suas instalações, equipamentos e colaboradoras, da quota paga pelos menos de 2000 associados (menos de 3€/mês/associado). As actividades que desenvolve implicam custos, pelo que têm que se autosustentar. A formação não é financiada, pelo que não pode ser gratuita, a menos que seja protocolada com Centros de Formação de Escola que nola solicitem e se candidatem, obtendo financiamento. Temos estabelecido alguns protocolos pontuais com editoras que têm oferecido descontos em algumas publicações, o mesmo com alguns grupos de teatro. Quanto a museus, alguns museus públicos proporcionam já descontos aos professores.
Há no entanto, formas de tornar menos dispendiosas as actividades, se mais associados nelas participarem. Se cada associado associar outro, se por cada actividade em que se inscrever trouxer um colega, pode ser que os custos diminuam significativamente.

E. Visibilidade da Associação na defesa da História
A Direcção da APH tem lançado várias campanhas de sensibilização em defesa da História nos currículos, alertando para a importância do seu ensino na formação dos jovens. A nível das entidades oficiais não temos perdido oportunidades de nos fazermos ouvir, tendo inclusivamente sido recebidos pelo Senhor Presidente da República. Quanto aos media, só convidam quem lhes interessa, quando lhes interessa, mas mesmo assim, temos tido algumas oportunidades de intervenção tanto nos jornais, como na rádio ou na televisão. E temo-las sempre aproveitado.
Cabe também a cada associado, individualmente, o importante papel de defender publicamente a disciplina e de, na sala de aula, a tornar interessante e com sentido para os jovens.

Há ainda quem sugira que apelemos à consciência dos professores. Mas basta ler cada um dos Editoriais da Circular Informação para percebermos que esse é, desde há muito, um tema recorrente.

Apelaremos, no entanto, mais uma vez, repetindo aquilo que temos vindo a dizer uma vez e outra: A Associação somos todos nós e não apenas os poucos elementos que, estando na Direcção, voluntariamente despendem o seu trabalho e dispensam o seu descanso na defesa da História e do seu futuro.

http://www.aph.pt/editorial.html

A Presidente da Direcção         

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