Confronto entre HJS e Dr. José Pereira no XCHR (Goa)

 Quais são as fronteiras da liberdade de um artista? O artista não é obrigado a respeitar as sensibilidades religiosas / culturais do público? Será que a arte moderna (secular e liberal) só pode ser promovida à custa da nudez ? Parece ser estranha esta obssessão. É continuação do protesto da modernidade contra a moralidade do cristianismo da Europa medieval?

As pessoas que se sentem ofendidas podem recorrer às ameaças de violência, ou estão sujeitas a procurar meios legais para vingar os seus direitos culturais?

As situações de confrontos deste tipo já são frequentes em todas as partes do globo, e o mundo multicultural requer esforços e políticas especiais dos governos para prever e evitar conflitos.

Xavier Centre of Historical Research é uma instituição cientifica e de investigação histórica dos Jesuitas na Índia, e o artista em questão é de origem goesa mas com cidadania estrangeira. São situações que tornam a questão de sensibilidades culturais e religiosas mais delicadas e melindrosas. Tanto o artista como a instituição deve sempre prever as consequências das suas actividades  e inciativas. E com mais razão se há conhecimento de grupos sociais que manifestamente resistem às tais iniciativas.

E isto para onde nos levará? http://bit.ly/cN73Uu

Um pensamento sobre “Confronto entre HJS e Dr. José Pereira no XCHR (Goa)

  1. Eu tenho admirado o Prof.Dr.José Pereira desde a minha infância, quando eu o vi na Biblioteca do Seminário de Saligao-Pilerne a trabalhard desda a manhã até a tarde. Sendo crianças nos corriamos para vê-lo indo duma bicicleta com um saco de livros e cadernos simples,
    modesto, humilde, dizendo: “Vaghak pollevunk ayleat-xe distat…” (Parece que vieram ver um tigre…). Sim, José Pereira é realmente um gênio: artista, pintor, teólogo, indologo,
    erudito, poliglota, musicólogo, letrado, homem de cultura, especialista em
    sânscrito e escrituras hindus. Como pode ele ser anti-hindu, quando escreveu sobre
    a Teologia Hindu? Ele conhece o poeta Jayadeva e o seu poema Govinda Gita de ginjeira. Há uma cena de banho e roubo de roupas de
    meninas. É uma cena bonita: drama de amor. É poema, pois tem sua licença poética. Temos algo semelhante no livro bíblico de Cântico
    dos Cânticos.
    É o amor, simbolizando o amor de Deus para com o seu povo.
    A senhora, que foi porta-voz do Hindu Janjagruti Samiti portou-se como educada e
    sincera, quando disse: “Eu não sou sabia…mas do pouco que li nas Sagradas Escrituras posso dizer que esta completament errado”.
    Quanto é que ela sabe das Escrituras Hindus? Será que ela sabe melhor do que o
    Professor José Pereira?

    Eu tenho a acrescentar que fui no inicio muito aberto ao Sanathan Saunstha durante anos, quando os médicos de alto calibre estiveram a promover a “Ciência da
    Espiritualidade” e do diálogo entre as religiões. Tomei parte nos seus
    seminários e falei em inglês, hindi e marata (o meu conhecimento do hindi é bastante fraco), ainda que eu preparei os meus discursos com o auxilio dos meus alunos), em favor do diálogo inter-religioso, sem desabar num conceito errado de que “todas as religiões são iguais” …
    Eu admirei-os. Mas, mais tarde, fiquei chocado com os incidentes de violência … Eu não sei como explicá-los. Os fundadores podem ter
    palavra …
    Dr.Ivo da Conceiçao e Sousa

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