“Em busca de Rui de Noronha, escritor moçambicano revisitado” (Conclusão)

5. Conclusões    A primeira conclusão dos estudos que desenvolvi no quadro do movimento associativo é a de que, as iniciativas africanas, foram conduzidas por uma elite, pequeno-burguesa,  a “inteligentia” dos “filhos da terra”. Em primeiro lugar, constatei a existência de uma actividade organizada, levada a cabo por uma elite intelectual, que se manifesta num jornalismo de opinião, que reage ao regime colonial.

                A segunda conclusão, centra-se na defesa da “causa africana”,  pressão que foi exercida sobre o regime colonial por grupos africanos. Estudei o percurso de cinquenta e quatro anos (1908-1962), das associações africanas, analisando as vicissitudes por que passaram  homens de cor, que queriam inicialmente fundar uma escola, em defesa da língua portuguesa, no seio da maioria da população, os “indígenas”.

                Em breve, ao projecto da escola, outros se seguiram, sendo o mais relevante a manutenção de um órgão de imprensa semanal, primeiro “O Africano”, seguindo-se “O Brado Africano”, porta-voz dos ideais difundidos pelos republicanos, de “Justiça, Igualdade e Fraternidade” e, ecoando as aspirações do Pan-africanismo, de elevação da “Raça Negra”.

                A síntese conseguida, no embrião de um novo ideário – o Nativismo, norteia a actuação crítica, acutilante, de denúncia dos desmandos a que são submetidos os “naturais do ultramar”, veiculando assim, uma determinada imagem – opinião da colonização portuguesa. A denúncia de casos de injustiça, parece ser uma das vertentes mais sólidas da actuação e, a que permite visualizar a sua estratégia, como grupos de pressão. O debate mais caloroso centrou-se na questão dos assimilados. Nos casos mais gravosos, em que a pena do desterro foi aplicada não deixaram de fazer ouvir a sua voz.                À primeira leitura, pode parecer contraditório e forçado, que queiramos encontrar vestígios de nacionalismo num discurso jornalístico, onde o sujeito colectivo da acção se auto-define como “negro, africano português”, defensor da língua portuguesa, crítico dos “dialectos cafres”! Importa, contudo desmontar tal discurso e, procurar apercebermo-nos da subtileza das afirmações, socorrendo-nos do estudo da mentalidade de quem as produziu.

                Estudámos a fundo, os seus mais ilustres criadores de opinião pública – João Albasini, representativo do Grémio Africano na década de 10-20, Rui de Noronha, na década de trinta, bem com os magníficos editoriais do jornal “O Brado Africano”, artigos de Estácio Dias e Miguel da Mata e, José Craveirinha, ilustre poeta, um dos novos da geração de cinquenta.

                A análise de texto, na fase do Grémio Africano (1908-1938) constatou-se a permanência de dois elementos básicos do Proto – Nacionalismo – o negro, (a ele associada a imagem da raça, com toda a sua força, beleza e tradição) e o africano português, (associado à ideia de civilização e de cidadão, sob soberania portuguesa). A atomização destes dois elementos numa reacção ao regime, dará a categoria, conhecida na época, por Nativismo.            Por detrás do discurso de um nativismo romântico, há indícios de uma revolta não despoletada, de uma oposição moderada, que pretende mais corrigir do que anular o regime colonial, mais preocupada em preservar as migalhas do poder, do que a destruí-lo. Compreendendo a natureza e a razão de ser das pressões exercidas, bem como os interesses dos seus agentes – “os filhos da terra”, que em assimilados se irão transformar, (mercê de uma acção lenta e subtil, de divisão e absorção, no tempo do Estado Novo), parece-nos que, fica assim desmistificada a tão propagada defesa da “causa africana”.                De tudo o que foi dito, parece-nos que há ainda muito a investigar sobre Rui de Noronha, inserindo-o na elite luso-africana do seu tempo, como uma figura ímpar, de sensibilidade e crítica aos desmandos do regime colonial, procurando as suas origens e sonhando utopicamente uma sociedade justa e fraterna em Moçambique. Ao escritor que foi a 1ª. voz, se deve uma edição da sua obra, tal como a escreveu, publicando o livro intitulado “Quênguêlêquêze” e não os ditos “Sonetos”![1] 6.       Anexos

Gravura:        Fac-símile dos “Sonetos”, Lourenço Marques, Tip. Minerva Central, (1943).

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 7.       BibliografiaFontes orais 

·         Caciano Caldas, contabilista dos Caminhos-de-Ferro de Lourenço Marques, activo na década de 50, com outros elementos que dinamizaram a vida cultural da Associação Africana.

·         Elsa de Noronha, filha do poeta e activista social Rui de Noronha, membro da direcção do Grémio Africano. Depositária do seu espólio literário preparou a organização de uma Fundação Rui de Noronha, que se denomina “Espaço Rui de Noronha”.·         Inês Albasini, enfermeira reformada, membro de comissões organizadoras de encontros culturais, no Grémio/Associação Africana, conhecidos por “tea-meetings” ou “timites”, privou com a juventude que deu vida ao Grémio.·         José João Craveirinha, poeta moçambicano, de profissão jornalista-repórter. Nasceu em 1922, em Lourenço Marques e faleceu na África do Sul em 2003. Dirigente da Associação Africana, onde actuou desde jovem. Autor de Chigubo, 1964; Cântico a um rio de Catrame, 1966; Karingana ua Karingana, 1974; Cela 1, 1981; Maria, 1988; Contacto e Outras Crónicas, 1999.·         Marcelino dos Santos nasceu no Lumbo (Nampula) em 1929, filho de Firmino dos Santos, um ferroviário activista no Grémio/ Associação Africana, com responsabilidades na administração do jornal “O Brado Africano”. Activista político em Lisboa, onde chegou em 1947, membro da CEI e militante no MUD Juvenil. Refugiado em Paris na década de 50 e mais tarde na Bélgica. Em 1961 aderiu à UDENAMO. Eleito Secretário-Geral da CONCP, desenvolveu intenso trabalho na unificação dos três movimentos nacionalistas que deram origem à FRELIMO, em 1962. Na FRELIMO foi eleito Secretário para as Relações Externas. Conquistada a independência foi primeiro, Ministro do Plano, depois ministro residente na Beira, como governador da Província de Sofala e, mais tarde Presidente da Assembleia Nacional Popular. Noémia de Sousa, poetisa moçambicana, de seu nome completo Carolina Noémia Abranches de Sousa, nasceu em Maputo/Lourenço Marques em 1926, sem livros publicados, a sua obra poética foi escrita entre 1948 e 1951, quando era uma jovem que convivia na Associação Africana. As suas poesias foram inseridas em jornais moçambicanos, nomeadamente “O Brado Africano”, “Itinerário” e “Notícias”. Todavia, tem uma colectânea intitulada: Sangue Negro, de 1951.·         Rui Nogar, preso político, durante o fascismo, poeta e activista cultural da Associação Africana e do NESAM, no Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique.·         Willy Waddington, jornalista, privou com mestres anarco-sindicalistas da classe dos gráficos e activistas do movimento sindical, do operariado branco, do Porto e dos Caminhos-de-Ferro de Lourenço Marques, elementos deportados após o golpe militar de 1926. 

Fontes primárias

·         África …Surge et Ambula, (Revista qinzenal de cultura e propaganda colonial), LourençoMarques, 1936.·         (O) Brado Africano – (O) Clamor Africano, (Órgão do Grémio Africano de Lourenço Marques/Semanário em prol dos interesses dos naturais das colónias portuguesas), Lourenço Marques, 1918-1974. (1926-1936, publicação de poemas, contos e ensaios de Rui de Noronha.)·         NORONHA, Rui de, Sonetos, Lourenço Marques, Tip. Minerva Central, s/d, (edição póstuma, org., selec. e pref. por Reis Costa.)·         Programa dos Teatros – Miragem, (Revista semanal, arte e crítica), Lourenço Marques, 1929-1932. (1930-1932, publicação de poemas, contos e ensaios de Rui de Noronha.) 

Fontes secundárias

 ·         ANDRADE, Mário Pinto de, Origens do Nacionalismo Africano, Lisboa, Publ. D. Quixote, 1997.·         LEITE, Ana Mafalda,  “Literatura de Moçambique”, in CRISTOVÃO, Fernando, (dir. e coord.), et al., Dicionário Temático da Lusofonia, Lisboa, Texto Ed., 2005, pp. 634-636.·         LOBATO, Alexandre, “Rui de Noronha – O esquecido”, in Mundo Português, n.º 5-6, 1946.·         MARGARIDO, Alfredo, Estudos sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa, Lisboa, Ed. A Regra do Jogo, 1980.·         MENDONÇA, Fátima, Literatura Moçambicana: a História e as Escritas, Maputo, Liv. Universitária, 1988.·         MOREIRA, José, “Primeiras Formulações Nacionalistas”, in História de Moçambique, vol. 2, Maputo, UEM/Tempo, 1983.·         NORONHA, Elsa de, África Surge et Ambula – Rui de Noronha – Poeta Moçambicano, Lisboa, 2007.·         NEVES, Olga Iglésias, “Rui de Noronha, do primeiro conto à polémica jornalística” , in Lua Nova, Maputo, AEMO, n.º 1-2, 1994, p. 14.·         NEVES, Olga Iglésias, “Rui de Noronha. Sonetos. Metodologia para um texto crítico”, (Trabalho apresentado no Seminário de Vanguardas Literárias, orientado pelo professor Nuno Júdice no Mestrado em História dos Séculos XIX e XX, na FCSH da UNL, no ano lectivo de 1985-1986.) ·          ROCHA, Ilídio, “Sobre as Origens de uma Literatura de Expressão Portuguesa: Raízes e Consciencialização”. In Les Litteratures Africaines de Langue Portugaise. Actes du Colloque International, Paris, 28.11-01.12.1984, F. Calouste Gulbenkian, 1985.·         RODRIGUES JÚNIOR, Ruy de Noronha – Poeta de Moçambique, Braga, Ed. Pax, 1980.·         “Rui de Noronha. A Primeira Voz”, in Tempo, n.º 122, 14.01.1973, Maputo, pp. 37-40.·         Rui de Noronha. Os Meus Versos, Lisboa, Texto Editores, 2006, ( Org., Notas e Comentários de Fátima Mendonça.)·         WHITE, Eduardo, “Rui de Noronha. O Poeta Que A Morte Não Poupou”, in Tempo, 02.12.1984, Maputo, pp. 48-50.     Olga Iglésias



[1] Ver na Bibliografia a obra recentemente publicada por Fátima Mendonça.

“Em busca de Rui de Noronha, escritor moçambicano revisitado” (Conclusão)

5. Conclusões    A primeira conclusão dos estudos que desenvolvi no quadro do movimento associativo é a de que, as iniciativas africanas, foram conduzidas por uma elite, pequeno-burguesa,  a “inteligentia” dos “filhos da terra”. Em primeiro lugar, constatei a existência de uma actividade organizada, levada a cabo por uma elite intelectual, que se manifesta num jornalismo de opinião, que reage ao regime colonial.

                A segunda conclusão, centra-se na defesa da “causa africana”,  pressão que foi exercida sobre o regime colonial por grupos africanos. Estudei o percurso de cinquenta e quatro anos (1908-1962), das associações africanas, analisando as vicissitudes por que passaram  homens de cor, que queriam inicialmente fundar uma escola, em defesa da língua portuguesa, no seio da maioria da população, os “indígenas”.

                Em breve, ao projecto da escola, outros se seguiram, sendo o mais relevante a manutenção de um órgão de imprensa semanal, primeiro “O Africano”, seguindo-se “O Brado Africano”, porta-voz dos ideais difundidos pelos republicanos, de “Justiça, Igualdade e Fraternidade” e, ecoando as aspirações do Pan-africanismo, de elevação da “Raça Negra”.

                A síntese conseguida, no embrião de um novo ideário – o Nativismo, norteia a actuação crítica, acutilante, de denúncia dos desmandos a que são submetidos os “naturais do ultramar”, veiculando assim, uma determinada imagem – opinião da colonização portuguesa. A denúncia de casos de injustiça, parece ser uma das vertentes mais sólidas da actuação e, a que permite visualizar a sua estratégia, como grupos de pressão. O debate mais caloroso centrou-se na questão dos assimilados. Nos casos mais gravosos, em que a pena do desterro foi aplicada não deixaram de fazer ouvir a sua voz.                À primeira leitura, pode parecer contraditório e forçado, que queiramos encontrar vestígios de nacionalismo num discurso jornalístico, onde o sujeito colectivo da acção se auto-define como “negro, africano português”, defensor da língua portuguesa, crítico dos “dialectos cafres”! Importa, contudo desmontar tal discurso e, procurar apercebermo-nos da subtileza das afirmações, socorrendo-nos do estudo da mentalidade de quem as produziu.

                Estudámos a fundo, os seus mais ilustres criadores de opinião pública – João Albasini, representativo do Grémio Africano na década de 10-20, Rui de Noronha, na década de trinta, bem com os magníficos editoriais do jornal “O Brado Africano”, artigos de Estácio Dias e Miguel da Mata e, José Craveirinha, ilustre poeta, um dos novos da geração de cinquenta.

                A análise de texto, na fase do Grémio Africano (1908-1938) constatou-se a permanência de dois elementos básicos do Proto – Nacionalismo – o negro, (a ele associada a imagem da raça, com toda a sua força, beleza e tradição) e o africano português, (associado à ideia de civilização e de cidadão, sob soberania portuguesa). A atomização destes dois elementos numa reacção ao regime, dará a categoria, conhecida na época, por Nativismo.            Por detrás do discurso de um nativismo romântico, há indícios de uma revolta não despoletada, de uma oposição moderada, que pretende mais corrigir do que anular o regime colonial, mais preocupada em preservar as migalhas do poder, do que a destruí-lo. Compreendendo a natureza e a razão de ser das pressões exercidas, bem como os interesses dos seus agentes – “os filhos da terra”, que em assimilados se irão transformar, (mercê de uma acção lenta e subtil, de divisão e absorção, no tempo do Estado Novo), parece-nos que, fica assim desmistificada a tão propagada defesa da “causa africana”.                De tudo o que foi dito, parece-nos que há ainda muito a investigar sobre Rui de Noronha, inserindo-o na elite luso-africana do seu tempo, como uma figura ímpar, de sensibilidade e crítica aos desmandos do regime colonial, procurando as suas origens e sonhando utopicamente uma sociedade justa e fraterna em Moçambique. Ao escritor que foi a 1ª. voz, se deve uma edição da sua obra, tal como a escreveu, publicando o livro intitulado “Quênguêlêquêze” e não os ditos “Sonetos”![1] 6.       Anexos

Gravura:        Fac-símile dos “Sonetos”, Lourenço Marques, Tip. Minerva Central, (1943).

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 7.       BibliografiaFontes orais 

·         Caciano Caldas, contabilista dos Caminhos-de-Ferro de Lourenço Marques, activo na década de 50, com outros elementos que dinamizaram a vida cultural da Associação Africana.

·         Elsa de Noronha, filha do poeta e activista social Rui de Noronha, membro da direcção do Grémio Africano. Depositária do seu espólio literário preparou a organização de uma Fundação Rui de Noronha, que se denomina “Espaço Rui de Noronha”.·         Inês Albasini, enfermeira reformada, membro de comissões organizadoras de encontros culturais, no Grémio/Associação Africana, conhecidos por “tea-meetings” ou “timites”, privou com a juventude que deu vida ao Grémio.·         José João Craveirinha, poeta moçambicano, de profissão jornalista-repórter. Nasceu em 1922, em Lourenço Marques e faleceu na África do Sul em 2003. Dirigente da Associação Africana, onde actuou desde jovem. Autor de Chigubo, 1964; Cântico a um rio de Catrame, 1966; Karingana ua Karingana, 1974; Cela 1, 1981; Maria, 1988; Contacto e Outras Crónicas, 1999.·         Marcelino dos Santos nasceu no Lumbo (Nampula) em 1929, filho de Firmino dos Santos, um ferroviário activista no Grémio/ Associação Africana, com responsabilidades na administração do jornal “O Brado Africano”. Activista político em Lisboa, onde chegou em 1947, membro da CEI e militante no MUD Juvenil. Refugiado em Paris na década de 50 e mais tarde na Bélgica. Em 1961 aderiu à UDENAMO. Eleito Secretário-Geral da CONCP, desenvolveu intenso trabalho na unificação dos três movimentos nacionalistas que deram origem à FRELIMO, em 1962. Na FRELIMO foi eleito Secretário para as Relações Externas. Conquistada a independência foi primeiro, Ministro do Plano, depois ministro residente na Beira, como governador da Província de Sofala e, mais tarde Presidente da Assembleia Nacional Popular. Noémia de Sousa, poetisa moçambicana, de seu nome completo Carolina Noémia Abranches de Sousa, nasceu em Maputo/Lourenço Marques em 1926, sem livros publicados, a sua obra poética foi escrita entre 1948 e 1951, quando era uma jovem que convivia na Associação Africana. As suas poesias foram inseridas em jornais moçambicanos, nomeadamente “O Brado Africano”, “Itinerário” e “Notícias”. Todavia, tem uma colectânea intitulada: Sangue Negro, de 1951.·         Rui Nogar, preso político, durante o fascismo, poeta e activista cultural da Associação Africana e do NESAM, no Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique.·         Willy Waddington, jornalista, privou com mestres anarco-sindicalistas da classe dos gráficos e activistas do movimento sindical, do operariado branco, do Porto e dos Caminhos-de-Ferro de Lourenço Marques, elementos deportados após o golpe militar de 1926. 

Fontes primárias

·         África …Surge et Ambula, (Revista qinzenal de cultura e propaganda colonial), LourençoMarques, 1936.·         (O) Brado Africano – (O) Clamor Africano, (Órgão do Grémio Africano de Lourenço Marques/Semanário em prol dos interesses dos naturais das colónias portuguesas), Lourenço Marques, 1918-1974. (1926-1936, publicação de poemas, contos e ensaios de Rui de Noronha.)·         NORONHA, Rui de, Sonetos, Lourenço Marques, Tip. Minerva Central, s/d, (edição póstuma, org., selec. e pref. por Reis Costa.)·         Programa dos Teatros – Miragem, (Revista semanal, arte e crítica), Lourenço Marques, 1929-1932. (1930-1932, publicação de poemas, contos e ensaios de Rui de Noronha.) 

Fontes secundárias

 ·         ANDRADE, Mário Pinto de, Origens do Nacionalismo Africano, Lisboa, Publ. D. Quixote, 1997.·         LEITE, Ana Mafalda,  “Literatura de Moçambique”, in CRISTOVÃO, Fernando, (dir. e coord.), et al., Dicionário Temático da Lusofonia, Lisboa, Texto Ed., 2005, pp. 634-636.·         LOBATO, Alexandre, “Rui de Noronha – O esquecido”, in Mundo Português, n.º 5-6, 1946.·         MARGARIDO, Alfredo, Estudos sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa, Lisboa, Ed. A Regra do Jogo, 1980.·         MENDONÇA, Fátima, Literatura Moçambicana: a História e as Escritas, Maputo, Liv. Universitária, 1988.·         MOREIRA, José, “Primeiras Formulações Nacionalistas”, in História de Moçambique, vol. 2, Maputo, UEM/Tempo, 1983.·         NORONHA, Elsa de, África Surge et Ambula – Rui de Noronha – Poeta Moçambicano, Lisboa, 2007.·         NEVES, Olga Iglésias, “Rui de Noronha, do primeiro conto à polémica jornalística” , in Lua Nova, Maputo, AEMO, n.º 1-2, 1994, p. 14.·         NEVES, Olga Iglésias, “Rui de Noronha. Sonetos. Metodologia para um texto crítico”, (Trabalho apresentado no Seminário de Vanguardas Literárias, orientado pelo professor Nuno Júdice no Mestrado em História dos Séculos XIX e XX, na FCSH da UNL, no ano lectivo de 1985-1986.) ·          ROCHA, Ilídio, “Sobre as Origens de uma Literatura de Expressão Portuguesa: Raízes e Consciencialização”. In Les Litteratures Africaines de Langue Portugaise. Actes du Colloque International, Paris, 28.11-01.12.1984, F. Calouste Gulbenkian, 1985.·         RODRIGUES JÚNIOR, Ruy de Noronha – Poeta de Moçambique, Braga, Ed. Pax, 1980.·         “Rui de Noronha. A Primeira Voz”, in Tempo, n.º 122, 14.01.1973, Maputo, pp. 37-40.·         Rui de Noronha. Os Meus Versos, Lisboa, Texto Editores, 2006, ( Org., Notas e Comentários de Fátima Mendonça.)·         WHITE, Eduardo, “Rui de Noronha. O Poeta Que A Morte Não Poupou”, in Tempo, 02.12.1984, Maputo, pp. 48-50.     Olga Iglésias



[1] Ver na Bibliografia a obra recentemente publicada por Fátima Mendonça.